Conar diz ser favorável ao bom exemplo na publicidade

O presidente do Conar, Gilberto Leifert, diz que a propaganda tem sido apontada como causa de problemas provocados, na verdade, pela falta de fiscalização no trânsito e de educação da população. "Quando o Estado cumpre seu papel, abusos não ocorrem." Ele diz que a posição do órgão na análise dos comerciais de automóveis é "francamente favorável ao bom exemplo". Formado por publicitários e profissionais de outras áreas, o Conar analisa reclamações sobre propagandas e pode recomendar modificações e suspensão de peças. Foi atendido, por exemplo, pela Peugeot, que tirou a campanha do modelo 206 do ar. Mas a empresa diz em nota que suas peças procuram mostrar a relação do brasileiro com carros de forma bem-humorada, "fazendo uso de imagens caricatas", "sem qualquer objetivo de estimular o mau uso do veículo". O diretor de Marketing da GM, Samuel Russell, diz que a propaganda do Prisma analisada pelo Conar reproduzia um ambiente de videogame e o entendimento de que o veículo atropelaria corretores de imóveis "é um exagero de interpretação". Segundo Russell, a reclamação veio de um corretor, que se sentiu ofendido porque o comercial mostrava a categoria como parte dos desafios que jovens têm de superar. "Podemos fazer propagandas mais seguras, fotografar um carro e uma sala branca", diz Russell, para quem comerciais têm de envolver a emoção para vender. Mas a GM tirou do ar o anúncio. A Fiat destaca que seguiu a orientação do Conar. A Ford não se manifestou até o fechamento desta edição.

O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2024 | 00h00

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