Concedida licença prévia para construção de novo aterro no Rio

Concessão para lixão na Paciência foi alvo de polêmica entre ambientalistas e demorou cinco anos para sair

Fabiana Cimieri, O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2008 | 20h35

O destino do lixo carioca também tem sido alvo de polêmica entre os ambientalistas. Depois de cinco anos de diversas tentativas frustradas e um imbróglio judicial, a Comissão Estadual de Controle Ambiental do Rio finalmente concedeu, em maio, o licenciamento prévio para a construção do Aterro Sanitário de Paciência, na zona oeste, projetado para substituir o de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que está saturado.   Veja também: Entenda como funciona um aterro sanitário  Você faz reciclagem do lixo produzido na sua casa?    O pedido de licença prévia é analisado desde 2003, mas há mais de 50 ações judiciais questionando a construção do aterro. Até meados de setembro termina o prazo para a concessão da licença de instalação, necessária para que a obra possa efetivamente começar. Ainda estão sendo concluídos os estudos de viabilidade técnica. O novo aterro deverá receber 9 mil toneladas diárias de lixo.   A estimativa é a de que o novo aterro entre em funcionamento em oito a nove meses. O assessor da diretoria técnica-industrial da Comlurb, José Henrique Penido, alerta que a situação do Aterro de Gramacho é crítica e não agüentaria muito mais tempo do que esse. "Gramacho está no fim da sua vida útil. Ele poderia crescer em tamanho, mas o solo de argila orgânica é instável", explicou, comparando o terreno a uma bacia de gelatina com um peso em cima.   Para evitar o desastre ambiental que seria o deslizamento de chorume (líquido produzido pela decomposição do lixo) para a Baía de Guanabara, de um lado, ou o Rio Sarapuí, de outro, a Comlurb monitora o lixo com 40 inclinômetros, que detectam qualquer movimentação nas camadas inferiores.   "O problema é que não se encerra um aterro sem ter outro", disse Penido, acrescentando que o aterro de Nova York levou 35 anos até ser fechado, e quando caíram as torres gêmeas teve de ser aberto para receber os escombros do atentado de 11 de setembro.

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