Concentração das escolas de samba tem comércio inusitado

O setor da concentração das escolas tem um comércio inusitado. Pendurados por sobre os outdoors, quarenta vendedores de cerveja, água e refrigerante tentam atrair foliões sedentos, que aguardam a vez para entrar na Avenida Marquês de Sapucaí. As bebidas ficam em isopores, presos a cordas. Ao lado, um saquinho para o depósito do dinheiro. Paga a cerveja, o vendedor puxa o saquinho e libera a bebida. ?Só os credenciados podem vender na pista. Aqui é concorrido, mas vale a pena. Chegamos a vender 500 latinhas por dia?, calcula Eric Henrique Martins, de 14 anos. E se algum espertinho passa correndo e leva a cerveja? ?Aí, a gente esquece a fiscalização, pula na pista e sai atrás?, conta André Silva, de 22 anos, primo de Eric. Eduardo Carolino Corrêa, de 24 anos, foi credenciado pela prefeitura para trabalhar como ambulante, mas passou empoleirado todo o tempo da concentração da Grande Rio. ?É que a gente vende Skol e eles são Nova Schin?, disse, referindo-se ao patrocinador da escola. Os integrantes da Grande Rio foram eleitos os mais sovinas desse carnaval. Poucos compraram com os vendedores dos outdoors. Já os componentes da Unidos da Tijuca foram os que mais consumiram. ?O pessoal bebe bem?, comentou um deles, aos gritos, do alto do painel.

Agencia Estado,

20 Fevereiro 2007 | 05h16

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