Concessionária fecha acordo e baixa pedágio no PR

O governo do Paraná e a concessionária Caminhos do Paraná chegaram a um acordo que permitirá a redução de cerca de 30% nos valores do pedágio em quatro praças na região central do Estado. Além de ficar liberada de novos investimentos, a empresa foi autorizada a operar a praça entre Araucária e Lapa, na região metropolitana de Curitiba, que estava com o funcionamento impedido pelo governo. Ela ficará responsável apenas pela manutenção dos trechos sob sua responsabilidade. Investimentos, se necessários, serão feitos pelo poder público. Apesar de os valores já valerem a partir de domingo, o novo contrato será assinado em 120 dias. De acordo com o diretor regional da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto, a Caminhos do Paraná deveria investir, por contrato, cerca de R$ 613 milhões até 2021. O modelo em que a taxa de pedágio é cobrada apenas para manutenção das rodovias vinha sendo defendido pelo governador Roberto Requião. "Essa concessionária ganha a credibilidade do governo, pelo menos por enquanto, e o respeito para construirmos juntos um novo modelo de concessão de pedágio que mantenha as estradas em ótimas condições, mas não acabe com a vida dos caminhoneiros e não prejudique a economia do Estado", afirmou. O governo também tem propostas de outras duas concessionárias - são seis no Estado - para redução de tarifas, seguindo o mesmo modelo da Caminhos do Paraná. "Nós sempre estivemos dispostos ao entendimento", afirmou Chiminazzo Neto. "Sempre dissemos que era possível a redução da tarifa, desde que houvesse diminuição dos encargos das concessionárias, e é isso que foi feito nesse acordo." Segundo ele, a proposta foi enviada ao governo pela Caminhos do Paraná em julho. A ABCR não participou das negociações. O presidente da entidade disse que outras concessionárias, inclusive as duas que estão conversando com o governo, "continuam com a firme disposição de obter autorização da Justiça para reajuste das tarifas"."O reajuste é imprescindível para a administração dessas empresas porque são custos que já incorreram", justificou. De acordo com ele, no caso da Caminhos do Paraná a inclusão do novo trecho pedagiado ajuda a diluir os custos de administração. Requião disse não acreditar que a Justiça conceda qualquer liminar. "Já demonstramos com auditoria a absoluta ilegalidade dos balanços e, se tentarem isso, repetiremos o que fizemos com a Ecovia: eu ponho a Polícia Militar nas barreiras de pedágio para impedir o aumento", afirmou. "Espero que nenhum juiz invente uma liminar absurda em cima das evidências levantadas pelo Estado; se isso acontecer, tenho certeza que os tribunais revogarão." O presidente da ABCR nega qualquer irregularidade na contabilidade das concessionárias e diz que isso está provado nas respostas enviadas ao Departamento de Estradas e Rodagem (DER).

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