Concluído sacrifício de gado em Santana

Foi concluído nesta quinta-feira o sacrifício de animais atingidos pela febre aftosa na Cabanha Retiro, em Santana do Livramento, sudoeste do Rio Grande do Sul. Nesta quinta foram eliminados 105 animais, totalizando 208 na propriedade.Com isto a Secretaria da Agricultura considerou encerrado o procedimento no local. Em Alegrete, onde há três focos da doença, foram sacrificados nesta quinta 79 animais; nesta quarta tinham sido 34. Outros 52 animais de Alegrete serão examinados nesta sexta, informou a secretaria.Depois de terminado o sacrifício, o Ministério da Agricultura recomendou ao Estado a execução de outras etapas para a erradicação dos focos de aftosa, que incluem a desinfecção dos locais atingidos, formação do chamado "vazio sanitário" e introdução de animais sentinelas (cobaias).Questionado sobre se o Estado iria executar esses passos, o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, José Hermeto Hoffmann, disse que "é algo a ser negociado". Segundo Hoffmann, "tudo o que for tecnicamente compatível com o que o Uruguai e a Argentina estão fazendo, nós iremos fazer".O governo gaúcho argumenta que os procedimentos devem ser uniformes nas três regiões, que formam um ecossistema interligado e, portanto, não faria sentido adotar métodos diferentes.O secretário considerou que a notícia de que a União Européia poderá retomar as importações de carne do Estado 30 dias após o término da vacinação reforça a tese do governo gaúcho favorável ao procedimento. "Isto mostra que estávamos certos ao pedir a vacinação", comentou. Durante reunião nesta quinta dos integrantes dos circuitos pecuários Sul e Centro-Oeste com o presidente da República, no Palácio da Alvorada, Hoffmann disse que o governo reafirmou que a aftosa "está sob controle na fronteira". Para o secretário, "isso mostra a nossa eficiência".Hoffmann disse que espera definir no sábado, durante reunião de técnicos em Curitiba (PR), o corredor sanitário que será usado para escoar os produtos do Rio Grande do Sul. O secretário gaúcho disse que percebeu "boa vontade" hoje em seu colega de Santa Catarina, Odacir Zonta, para definir a questão.

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