Condenada a 18 anos empresária que mandou matar marido

Acusada de ter encomendado a morte do marido, Paulo Afonso Ritter, a empresária Roselane Ritter, de 40 anos, foi condenada a 18 anos de prisão em julgamento concluído no início da madrugada desta quinta-feira em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre. Outro mandante do crime, Júlio César da Rosa, de 38 anos, cumprirá pena de 15 anos de reclusão. A sentença da juíza Eda Salete Zanatta de Miranda, após júri popular, só não encerra um caso que comoveu o Rio Grande do Sul em 1994 porque os condenados ainda podem recorrer e contestar a decisão em liberdade.O empresário Paulo Afonso Ritter era proprietário de quatro franquias da grife Colcci quando foi morto a tiros, durante um assalto, em 14 de maio de 1994. A investigação descobriu que Roselane, que estava no mesmo carro e que alegava ter sido sedada pelos assaltantes, mantinha uma relação extraconjugal com Júlio César da Rosa. Um exame de DNA indicou que o esperma encontrado na roupa que ela usava no dia do crime era do amante. A promotora Sônia Corrêa Mensch sustentou que o assalto foi premeditado e simulado pelos amantes, que queriam encobrir um desvio de dinheiro que Roselane estaria fazendo na empresa. O plano foi executado com a participação do vendedor Marco Antônio Souza dos Santos, amigo de Júlio César e autor do assassinato. Ele não chegou a ir a julgamento. Morreu em acidente automobilístico em 1996.

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