Mauro Vieira/Agência RBS
Mauro Vieira/Agência RBS

Condenado por cooperar na morte do menino Bernardo recebe liberdade condicional

Evandro Wirganovicz, condenado por participar de assassinato e ajudar na ocultação do cadáver, cumpria regime semiaberto

Luciano Nagel, Especial para o Estado

26 de março de 2019 | 15h43

Um dos quatro condenados pela morte do menino Bernardo Boldrini, que ocorreu em abril de 2014 na cidade de Três Passos, no norte do Rio Grande do Sul, deixou o presídio. Evandro Wirganovicz, de 36 anos,  cumpria pena no regime semiaberto e foi liberado na noite de segunda-feira, 25. 

Ele teve a sentença proferida no último dia 15 de março. A pedido de seu advogado de defesa, Wirganovicz recebeu da Justiça o direito de liberdade condicional. A decisão é da juíza Sucilene Engler, titular da Vara Judicial da Comarca de Três Passos. "Trata-se de um direito subjetivo do apenado, quando preenchidos os requisitos legais", explicou a magistrada. 

Evandro terá de cumprir agora o restante da pena sob a condição de se apresentar de três em três meses à Justiça e informar as autoridades sobre sua ocupação. O advogado Luiz Geraldo Gomes dos Santos afirmou que dará prosseguimento ao pedido de anulação do julgamento, pois acredita que seu cliente é inocente. O acusado não pode se mudar do território sob jurisdição da Comarca do Juízo da Execução, nem portar armas de qualquer espécie. 

Evandro Wirganovicz foi condenado por homicídio simples e ocultação de cadáver, e recebeu a pena de 9 anos e 6 meses em regime semiaberto. Além dele, foram condenados o médico Leandro Boldrini, que é pai da vítima, a enfermeira Graciele Ugulini, madrasta do menino, e a amiga do casal Edelvânia Wirganovicz, em penas que variaram de 22 a 34 anos. 

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