Condições climáticas dificultam busca de sargento na Antártida

A Marinha usa navios, dois helicópteros, botes infláveis e veículos terrestres para achar o militar

Talita Figueiredo, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2008 | 08h40

Continuam as buscas pelo segundo-sargento Laércio de Melo Olegário, de 42 anos, que desapareceu no último sábado do Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel, que está em serviço na Antártida desde outubro do ano passado. Na segunda-feira, a temperatura máxima na estação marcava 1ºC e a mínima prevista era de -4º C, de acordo com a Marinha. Segundo nota divulgada à imprensa pelo comando do 1º Distrito Naval, quando o desaparecimento de Olegário foi notado, as buscas foram imediatamente iniciadas "no navio e em diferentes setores da Baía do Almirantado, apesar das condições meteorológicas severas". O sumiço do suboficial foi percebido quando o navio seguia das proximidades da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) em direção à Base Chilena Presidente Eduardo Frei (Base Frei), na ilha Rei George. A Marinha usa, além dos navios, dois helicópteros, um da Marinha do Brasil e outro da Força Aérea do Chile, botes infláveis e veículos terrestres da Comandante Ferraz" e da Estação Polonesa "Arctowski" na tentativa de localizar o segundo-sargento.  A Marinha informou ainda que mantém a família do militar avisada sobre as ações, mas não divulgou onde ela mora. No mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o navio Ary Rongel, responsável pelo apoio logístico à estação. Por causa do mau tempo, a visita foi adiada. Na visita, Lula inaugurou uma placa comemorativa ao 25º ano da primeira expedição brasileira à Antártida. Inaugurada em 6 de fevereiro de 1984, a estação possui uma área construída de 2.300 m2, podendo acolher até 60 pessoas propiciando o desenvolvimento de uma média anual de 20 projetos científicos, o que garante a permanência do Brasil no grupo dos 28 países que são Membros Consultivos do Tratado da Antártica.

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