Confira a repercussão da morte de D. Paulo Evaristo Arns

'Em termos de Igreja considero Dom Paulo Evaristo Arns a figura eclesial mais importante do século XX no Brasil', afirma o teólogo Leonardo Boff

O Estado de S. Paulo

14 Dezembro 2016 | 14h41

LEONARDO BOFF

Teólogo

"Sou pessoalmente muito grato ao Cardeal franciscano Dom Paulo Evaristo Arns pois foi meu professor, primeiro no seminário menor em Agusos-SP e depois na teologia em Petrópolis. Ele foi o responsável por meus estudos de especialização na Alemanha. E mais que tudo me acompanhou a Roma por ocasião do meu julgamento pela Congregação da Doutrina da Fé, presidida pelo então Cardeal Joseph Ratzinger. Após o interrogatório oficial, conduziu um diálogo juntamente com o Cardeal Aloisio Lorscheider com o Card. J. Ratzinger, diálogo franco e duro, exigindo um novo documento que reconhecesse os valores da Teologia da Libertação para a Igreja e especialmente para os pobres, o que efetivamente ocorreu dois anos após com um novo documento positivo da mesma Congregação que antes a condenara. E sempre apoiou minha atividade teológica.

Em termos de Igreja considero Dom Paulo Evaristo Arns a figura eclesial mais importante do século XX no Brasil, pois foi um dos mais entusiastas aplicadores das diretrizes do Concílio Vaticano II (1962-1965) em sua arquidiocese e no Brasil, renovando os hábitos religiosos, apoiando os leigos e abrindo comunidades eclesiais de base nas periferias de São Paulo.Foi o mais importante defensor dos direitos humanos contra os abusos e as torturas dos militares. Defendeu refugiados políticos do Cono Sul que vinham fugidos das respectivas ditaduras militares. Decisivo para o fim da ditadura militar foi a publicação do livro "Brasil nunca mais" com irrefutável documentação,tirada dos próprios arquivos militares, das torturas sistemáticas conduzidas pelo regime ditatorial. Com seu apoio e responsabilidade se criou o Movimento Nacional dos Direitos Humanos que articulava todos os grupos de direitos, espalhados pelo vasto país. 

Mundialmente era conhecido como o Cardeal dos Direitos Humanos e da Teologia da Libertação, pois entendia que era a teologia adequada à prática pastoral da Igreja que tomava a sério a opção pelos pobres contra sua pobreza e em favor da justiça social. Seguramente será um referência histórica para a Igreja do Brasil de um bispo profético, amigo dos pobres e defensor incansável da dignidade humana. Sua importância transcende o campo religioso e alcança o político e será aí também um referência de coragem cívica nos tempos sombrios da repressão às liberdades e de humanismo profético denunciador das ofensas à dignidade humana. O Cardeal Dom Paulo Evaristo é um nome que pronunciamos com orgulho por todo bem que fez ao país, às vítimas da repressão política e aos direitos inalienáveis de cada ser humano."

JOÃO DÉCIO PASSOS

Doutor em Ciências Sociais e Livre-Docente em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, professor associado do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciência da Religião na mesma universidade

Sobre a participação de Dom Paulo na beatificação de Zilda Arns

"D. Paulo não viu sua irmã Zilda Arns ser declarada Beata pela Igreja. 

Teria sido uma grande alegria para o irmão que participou de sua educação, como relatou várias vezes a grande médica. Nos tempos em que a profissão de médico era coisa de homens, a jovem teve que contar com a autorização do pai e o Frei Paulo ajudou o nessa decisão. Mai tarde a médica pediatra se especializou em Saúde pública na USP e residiu com o Cardeal Arns durante sus estadias em São Paulo. Quando da criação da Pastoral da Criança foi pela indicação do irmão Cardeal que Zilda assumiu a coordenação nacional. Dizem que por trás de um grande homem sempre tem uma grande mulher. No caso parece ter sido o contrário. No futuro altar em que será colocada imagem da grande mãe das crianças pobres estará junto o irmão dos pobres e defensor destemido da justiça.

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Uma pequena curiosidade. Declaração ouvida pessoalmente de D. Paulo por ocasião do recebimento do título de Doutor honoris causa concedido pela PUC

Soube mais tarde já como bispo de São Paulo, diz D. Paulo, que o Cardeal Motta, logo após criar a Pontifícia de São Paulo buscava um reitor para a Instituição e sabendo de um Frade franciscano recém doutorado em letras e patrística na Sorbone pensou em convidá-lo para a função. O convite, no entanto, nunca foi feito. A história traçou outros caminhos para o jovem doutor. Frei Paulo permaneceu, na verdade, como professor da ordem franciscana até que foi nomeado bispo auxiliar de São Paulo. A PUC não pode contar com esse personagem em sua história acadêmica interna. Mas, teve D. Paulo como eu defensor intransigente durante os tempos da ditadura. Foi por decisão de seu então grão-chanceler que adotou a prática de eleição para Reitor. A primeira Universidade a escolher sua autoridade máxima, quando no Brasil reinavam as nomeações biônicas. Dom Paulo permanece como referência politica da autonomia universitária."

PAULO DE TARSO VANNUCHI

Jornalista, político, diretor do Instituto Lula e membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos. Primo de Alexandre Vannucchi, morto na ditadura

"D. Paulo já tinha uma história muito forte no enfrentamento da Ditadura quando celebrou a missa pela morte do meu primo Alexandre, em 1973. Dois anos antes, ele tinha feito uma denúncia intensa sobre as torturas que presos políticos enfrentavam. E, pouco antes da morte de Alexandre, ele liderou a aprovação de um documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, condenando as torturas. A partir daí, o regime começou a tratá-lo como inimigo. 

A missa em memória ao Alexandre foi um ato de muita coragem de d. Paulo. Dias depois da celebração, ele foi me visitar no Carandiru, onde eu era preso político. Sentou-se em um banquinho em minha cela e conversamos muito. Ele falou sobre a indignação que sentia por tudo o que vinha ocorrendo no País. Sem dúvida, aquele era o pior momento da ditadura. 

Sua figura é absolutamente fundamental aos Direitos Humanos."

RICARDO CARVALHO

Jornalista e biógrafo de dom Paulo, autor do livro O Cardeal da Resistência - as Muitas Vidas de dom Paulo Evaristo Arns (Vlado Editora, 2013)

"Talvez pouca gente saiba que dom Paulo Evaristo Arns é jornalista, com direito a carteirinha da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. Durante alguns anos, fiz a cobertura, como repórter, de tudo que tinha a ver com Igreja, em São Paulo e pude testemunhar o tratamento libertário que tinham os jornalistas que faziam a cobertura da Curia Metropolitana. 

Quando em 1978, com a realização, em Puebla, México, do Encontro Latino Americano de Bispos, o procurei, porque tive a informação que o encontro iria fechar os bispos num seminário e que haveria somente uma entrevista coletiva por dia, com, para variar, apenas as informações oficiais sobre a reunião. Como estava em jogo a permanência da revolucionária Teologia da Libertação na América Latina, sabíamos que bispos conservadores e progressistas iam se pegar nos 14 dias de encontro. 

Dom Paulo escutou o meu desabafo e pediu que eu procurasse o teólogo dominicano Gilberto Gorgulho, alter ego do cardeal e um homem de inteligência privilegiada que só concorria com a sua impressionante discrição. Resultado da conversa. Durante os 14 dias do encontro, pontualmente às 15 horas, o frei Gorgulho deixava o seminário de Puebla com os principais documentos discutidos pelo colegiado presos na cintura, cobertos pela camisa e nos encontrávamos 3 quadras adiante, onde eu gravava os principais trechos e, junto com o repórter Fernando Foch, rompíamos e cerco de silêncio que a cúpula do Celam, a entidade dos bispos, dominada pelos conservadores, queria impor e... não conseguiu, graças ao cardeal e jornalista dom Paulo Evaristo Arns."

HENRY SOBEL

Rabino

"Dom Paulo era meu amigo. Passamos momentos incríveis juntos.Ele era um grande liberal: um discípulo e descendente dos profetas de Israel. Sentirei a sua falta. A igreja, a Sinagoga, o Mundo está de luto."

GERALDO ALCKMIN

Governador de São Paulo

"Quem quer agradar a Deus precisa amar o que Ele ama: as pessoas. Esse ensinamento é de dom Paulo Evaristo Arns. Ao longo da vida, ele escolheu a linha de frente para defender os mais fracos e os feridos pela injustiça. Ajudou, assim, a mudar a história do Brasil. Nesta hora de dor, que o seu exemplo nos faça mais atentos aos seus valores: solidariedade, justiça, paz, ética - e coragem para defendê-los. Essa será uma grande homenagem a dom Paulo. Pois ele também ensinou que nós vivemos, de fato, é naqueles a quem inspiramos."

JOÃO DORIA

Prefeito eleito de São Paulo

"É com grande pesar que lamentamos o falecimento do cardeal dom Paulo Evaristo Arns. São Paulo e o Brasil perdem um grande ser humano. Dom Paulo nos deu exemplos de tolerância, defesa dos mais humildes, justiça social e amor pelo próximo."

MONSENHOR VICENTE ANCONA LOPEZ

Vigário Regional da Prelazia do Opus Dei no Brasil

"Todos nós do Opus Dei temos uma eterna dívida de gratidão a D. Paulo, por quem oferecemos sufrágios nestes momentos, recomendando-nos à sua intercessão. Com sua vênia e sua bênção foram abertos numerosos Centros do Opus Dei em São Paulo. Acolheu carinhosamente o Fundador do Opus Dei, quando São Josemaria veio a São Paulo em junho de 1974, com quem teve um encontro memorável na Cúria Metropolitana. Foi o primeiro Cardeal do mundo a celebrar uma Missa de ação de graças pela canonização de São Josemaria, no próprio dia da cerimônia em São Paulo. Nos meus inúmeros encontros com ele, para mantê-lo informado do andamento do apostolado da Prelazia do Opus Dei na Arquidiocese de São Paulo, sempre encontrei palavras de incentivo. Nossas conversas sempre eram conduzidas por ele para temas espirituais. Ensinou-me a recitar a Liturgia das Horas com cantochão, o que procuro fazer até hoje."

ABADIA DE SÃO GERALDO

"D. Paulo era uma pessoa extraordinária. Extremamente culto e inteligente, colocou todo o seu talento e bondade a serviço dos pobres, da Igreja e da cidade de São Paulo, pela qual tinha um amor imenso. Convivemos muito entre 1993 e 1997, quando eu era seminarista e acolitava nas celebrações que ele presidia aos domingos, às 18h, na Catedral da Sé. As recordações são as melhores possíveis, de momentos muito ricos. Ele era muito preocupado com os seminaristas - com nossa formação acadêmica e com nosso bem-estar. Ele dizia que, como padres, precisávamos dar uma resposta à pessoas no contexto social e religioso em que viviam. Que tivéssemos uma resposta à altura das exigências da sociedade. Isto reflete toda a vida dele, sempre voltado aos pobres e seguindo os ensinamentos do Evangelho. Ele trabalhou na favela, sempre em defesa dos mais pobres, em prol dos Direitos Humanos - uma atuação muito expressiva. Eu o tenho na conta de um pai, de um pastor. 

No caso de nossa Abadia, ele teve fundamental importância em dois momentos. Em 1980, quando hospedamos o papa João Paulo II em sua primeira visita ao Brasil, foi por intermédio dele - que apresentou o mosteiro como opção ao Vaticano. Mais tarde, d. Paulo também teve papel fundamental nos trâmites, em Roma, para que ocorresse a transformação de Priorado para Abadia de São Geraldo, o que ocorreu em 1989."

Irmão João Paulo (nome civil: Renato de Oliveira Barrichello), monge beneditino da Abadia de São Geraldo

MOSTEIRO DE SÃO BENTO

"D. Paulo E. Arns, mesmo após ter sido eleito bispo, continuou sempre frade franciscano. Por isso, com palavras breves e ações simples, sabia tocar o coração dos pobres. Para promover a dignidade dos excluídos e marginalizados, criou várias pastorais e atuou firme em favor da justiça e da paz. Admirável como atraía multidões de colaboradores. Assim, sua fé autêntica marcou a Igreja inteira do Brasil e mobilizou todo cenário político do País em favor dos pobres."

D. Matthias Tolentino Braga O.S.B., abade do Mosteiro de São Bento de São Paulo

MICHEL TEMER

O presidente Michel Teme divulgou nota oficial para lamentar a morte do cardeal d. Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, que faleceu aos 95 anos hoje. "Dom Paulo foi um defensor da liberdade e sempre teve como norte a construção de uma sociedade justa e igualitária. O Brasil perde um defensor da democracia e ganha para sempre mais um personagem que deixa lições para serem lembradas eternamente", escreveu o presidente. 

JOSÉ SERRA

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, emitiu um comunicado dizendo que recebeu com tristeza a notícia da morte do arcebispo e destacou que "Dom Paulo é um exemplo para aqueles que acreditam na justiça social e na melhoria das condições de vida da população. Dedicou seu sacerdócio à defesa dos direitos humanos, em especial dos mais pobres". Serra transmitiu "sentimentos" "a seus familiares e a toda a população de São Paulo, que ele tanto amou e pela qual tanto fez" e disse que "São Paulo e o Brasil perdem um gigante; eu, um amigo e conselheiro".

DILMA ROUSSEFF

A ex-presidente Dilma Rousseff divulgou uma nota destacando que D.Paulo Arns era "um grande líder progressista incansável na defesa dos direitos humanos e da liberdade". "Dom Paulo será sempre lembrado como símbolo da luta pela democracia, por sua atuação contra a ditadura. O Brasil perde um defensor dos pobres, que passou a vida pregando igualdade de direitos e o fim da exclusão social. Descanse em paz, amigo do povo. Seguiremos lutando!", escreveu a ex-presidente. 

CONIB E FISESP 

A Confederação Israelita do Brasil e a Federação Israelita do Estado de São Paulo lamentam profundamente a morte do arcebispo emérito de São Paulo, cardeal dom Paulo Evaristo Arns.  "Manifestamos, em nome da comunidade judaica brasileira, nosso pesar e nossa solidariedade à comunidade católica por esta perda irreparável", declarou o presidente da Conib, Fernando Lottenberg. "Arns foi um grande incentivador do diálogo católico-judaico", afirmou Lottenberg. "O trabalho de aproximação que judeus e católicos vêm desenvolvendo no Brasil, ao longo das últimas décadas, que culminou com nosso encontro com o papa Francisco no Vaticano, em 2015, deve muito ao esforço dele. Para Michel Schlesinger, rabino da CIP e representante da Conib para o diálogo inter-religioso, "a trajetória e o exemplo de Arns inspiram nosso compromisso com o fortalecimento do diálogo entre nossas duas comunidades religiosas". "Dom Paulo foi um dos grandes ícones do diálogo inter-religioso, defensor da democracia e da liberdade de expressão. Ao lado de Sobel e Wright, foi peça essencial na luta contra a ditadura", declarou o presidente da Fisesp, Bruno Laskowsky.

DEPUTADO PEDRO TOBIAS

Presidente do Diretório Estadual do PSDB-SP 

"Nos despedimos hoje do arcebispo emérito de São Paulo, cardeal dom Paulo Evaristo Arns, um gigante na luta pelos direitos humanos e pelos menos favorecidos. Seus posicionamentos firmes marcaram a história do nosso país e seus gestos caridosos, o coração daqueles que dele precisaram. Neste momento de dor, prestamos nossos sentimentos à família e amigos certos de que seu exemplo de coragem, de  caridade e de luta se manterá entre nós"

CNBB

O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, assina nota de Condolências em nome da Presidência da Conferência, na qual lembra que "em sua longa e frutífera existência, este nosso Irmão deu testemunho da alegria do Evangelho". Dom Leonardo ainda recorda que dom Arns foi sempre "um pastor símbolo da fidelidade à Palavra de Cristo e aos Ensinamentos da Igreja". E encerra a nota fazendo um pedido: "Rezemos para que o Senhor, por intercessão da Santíssima Virgem Maria, receba seu servo fiel na Comunhão dos Santos".

SISTEMA ONU NO BRASIL 

O Sistema ONU no Brasil lamenta profundamente o falecimento de Dom Paulo Evaristo Arns, cuja trajetória de vida marcou-se pela defesa dos direitos humanos, em especial de presos políticos durante o regime militar, não apenas no Brasil, como também na América Latina. Criou a Comissão de Justiça e Paz de São Paulo e a Pastoral da Infância na década de 1980 com o apoio da irmã, Zilda Arns, que morreu no terremoto de 2010 no Haiti, enquanto prestava serviços humanitários. Sob o comando de Javier Pérez de Cuéllar na ONU, Dom Paulo foi o primeiro brasileiro a receber o Prêmio Nansen do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), em 1985, pelo trabalho com os refugiados na América Latina e como incansável defensor de direitos humanos. Seu trabalho é um exemplo e inspiração para todos que lutam por um mundo mais justo e menos desigual.

INSTITUTO VLADIMIR HERZOG

O Instituto Vladimir Herzog divulgou nota sobre D. Paulo Evaristo Arns:

"O Cardeal da Liberdade continuará sempre nos corações dos que prezam o livre arbítrio e por ele lutam. Daqueles que não toleram ditaduras nem com elas compactuam. O Bispo dos Oprimidos e Cardeal dos Trabalhadores nunca será esquecido pelos operários, pelos moradores de favelas e periferias. Pois foi em seu benefício que, logo ao se tornar arcebispo metropolitano de São Paulo, vendeu o palácio episcopal para instalar 1.200 centros comunitários, 2.000 Comunidades Eclesiais de Base e inúmeros outros projetos sociais pela capital. 

O Bom Pastor estará sempre presente e inspirando os participantes da Comissão Justiça e Paz, por ele criada em 1972 para promover os valores universais da paz, da cidadania e da dignidade da pessoa humana. 

O Cardeal da Cidadania nunca sairá dos sentimentos dos familiares de mortos, perseguidos e desaparecidos políticos, pelos quais enfrentou a ditadura em diversas oportunidades e, com o rabino Henry Sobel e o pastor Jaime Wright, comandou a publicação do livro Brasil:Nunca Mais, que registrou informações sobre mais de 700 processos do Superior Tribunal Militar, denunciando a repressão política no país.

O Guardião dos Direitos Humanos jamais poderá ser esquecido pelos admiradores de Adolfo Perez Esquível, ativista argentino e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, que declarou ter sido "salvo duas vezes" por ele. 

O Amigo do Povo - como ele próprio se definia - estará sempre presente entre os amigos e familiares do estudante universitário Alexandre Vannucchi Leme, morto pela ditadura em 1973, em cuja homenagem ele celebrou missa na Catedral da Sé, em São Paulo.

Foi na mesma Catedral que ele denunciou o assassinato de Vladimir Herzog por agentes da ditadura, já no ofício religioso em sua memória, em 1975.

O amado e reverenciado Dom Paulo Evaristo Arns é e sempre será um rosto, um vulto e uma voz indeléveis nos corações dos familiares, descendentes e amigos do Vlado". 

 

 

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