Confira as fusões para ultrapassar a cláusula de barreira

Com a nova cláusula de barreira, os chamados partidos nanicos estão buscando fusões a fim de garantir os votos necessários para o funcionamento legislativo pleno. A cláusula diz que partidos que não alcançaram o porcentual de 5% dos votos no País e pelo menos 2% em nove Estados perdem o direito a gabinete de liderança, cargo de líder, escolha de comissões permanentes, participação em CPIs e comissões especiais, divisão do dinheiro do fundo partidário e programa eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Seus parlamentares não perderão a vaga, mas circularão como zumbis pelos corredores e plenário.O PPS, PMN e PHS anunciaram nesta quinta-feira sua fusão, e formarão o partido Mobilização Democrática (MD). Juntos, os três partidos conseguem 5,5% dos votos nacionais para a Câmara dos Deputados, contando com 27 deputados federais e um senador. Segundo informou o site do PPS, o PV ainda estuda a possibilidade de se juntar ao novo partido.O PL e o Prona também formalizaram nesta quinta-feira a fusão dos dois partidos com a criação do Partido da República (PR). Com a fusão, o novo partido terá 25 deputados e 3 senadores, superando a cláusula de barreira. A legenda passará a existir formalmente depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conceder o registro, o que deverá acontecer em cerca de um mês. O PTdoB, que elegeu apenas um deputado, deverá ser incorporado ao PR até o fim do ano. O PTB e o PAN se fundiram no último dia 5. O primeiro partido elegeu 22 deputados, e o segundo, apenas um. Com a fusão, os partidos não mais terão suas atividades limitadas no Congresso Nacional, nas Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores.Já o PSOL e PCdoB garantem que não vão recorrer à fusão, e pretendem apenas lutar para que seus parlamentares não percam representatividade e admitem, no máximo, formar um bloco parlamentar. Segundo Chico Alencar (PSOL), os parlamentares do possível bloco permaneceriam livres para votar como quiserem quando houver divergências. O PCdoB, no entanto, avisa que essa discussão não ocorreu até o momento e que só vai cuidar do assunto depois do segundo turno da eleição presidencial. Com Agência Brasil

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