Conflito entre presos deixa um morto e três feridos em Minas

Um conflito entre presos deixou um morto e três feridos hoje na Penitenciária José Maria Alckimim, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte. A briga teria sido motivada por um acerto de contas entre grupos rivais. Segundo a Secretaria de Estado da Justiça e de Direitos Humanos, os presos agredidos foram responsabilizados pelo vazamento de informações que levaram à descoberta, na madrugada da última terça-feira, de um túnel de 30 metros numa das celas do presídio.Seis detentos foram encontrados dentro do túnel e transferidos para Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. Os autores dos crimes não haviam sido identificados. Após a descoberta das escavações, os presos foram mantidos nos alojamentos até que o túnel fosse fechado. Hoje pela manhã, durante o banho de sol no pátio, quatro detentos foram agredidos pelas costas com objetos cortantes. Wanderson da Silva, condenado a cinco anos e três meses por tráfico de drogas, morreu antes de ser socorrido. Juarez Gonçalves dos Santos, condenado a 11 anos por furto e assalto a mão armada, recebeu golpes no pescoço e nas costas. Reinaldo Alves Dutra, que cumpre pena de quatro anos por tráfico e porte de armas, foi ferido no tórax. Ambos foram levados para o Hospital de Pronto Socorro de Venda Nova, na região norte de Belo Horizonte. O quadro de saúde deles, até o início da tarde de hoje, era considerado "estável", de acordo com o cirurgião Edson Antonacci. Outro preso, Leonardo Vieira, condenado a nove anos e dois meses por assalto, sofreu um corte superficial no braço direito. Durante o tumulto, que segundo a direção do presídio foi controlado logo em seguida, ninguém foi feito refém. A Polícia Militar ocupou o presídio e os presos retornaram para as celas. Corregedores da Secretaria de Justiça visitaram a penitenciária para a apuração dos fatos.No dia 2 de setembro, a Vara Cível de Ribeirão das Neves concedeu liminar a uma ação proposta pelo Ministério Público Estadual determinando o afastamento do então diretor de segurança da José Maria Alkimim, Ednardo Gomes de Souza, acusado de facilitar fugas, falsificar documentos e outras irregularidades no exercício do cargo.

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