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Conformado, pai dos Cravinhos diz que condenação é certa

O pai de Daniel e Cristian Cravinhos, que vão a julgamento nesta segunda, 5, pelo assassinato do casal Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, não acredita que existam chances de seus filhos escaparem da condenação. Conformado, ao chegar ao escritório do advogado da família, Geraldo Jabour, por volta das 11 horas, ele falou brevemente com os jornalistas que acompanharam ele e a mulher desde que saíram de sua casa na Rua Brás de Arzão, perto do Aeroporto de Congonhas, na zona sul, às 10h30. Questionado se haveria chance de seus filhos não serem condenados, ele respondeu que não e disse que não falaria mais nada.Os pais dos Cravinhos seguirão do escritório de Jabour junto com o advogado para o Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste da cidade, onde será realizado o julgamento. A estratégia de Jabour é acusar Suzane von Richthofen, filha do casal e ex-namorada de Daniel, pelo planejamento do crime.O promotor Roberto Tardelli já chegou ao Fórum. Ele fará a acusação de Suzane Richthofen e dos irmãos Cravinhos. Segundo ele, a expectativa é que haja apenas um julgamento "eu acredito que não possa ocorrer a cisão. Se os três começarem a ser julgados hoje o julgamento deve acabar na sexta-feira", disse Tardelli.Ainda de acordo com o promotor, caso os julgamentos sejam separados, a Promotoria irá pedir que Suzane volte à Penitenciária de Rio Claro. O movimento em frente ao fórum ainda é pequeno e poucas pessoas que irão acompanhar o julgamento chegaram ao local. Daniel e Cristian Cravinhos já saíram do Centro de Detenção Provisória I de Pinheiros, onde estavam desde quinta-feira, 1º, quando foram transferidos da Penitenciária de Itirapina.Julgamentos separadosA princípio, os três serão julgados juntos. Mas tudo pode mudar no começo do julgamento. A defesa pode pedir a separação dos julgamentos. A divisão, no caso, seria apenas do plenário do júri e não processo. Isso deve ser pedido por há duas equipes de defesa para os três acusados - Denivaldo Barni Jr. representa Suzane e Jabour defende os Cravinhos. Os interesses dos dois advogados são diferentes, porque as teses de defesa são contraditórias - Suzane alega que os irmãos a induziram a cometer o assassinato e eles dizem o oposto. Logo, o jurado que é conveniente para ela pode não ser conveniente para eles. Antes do julgamento, a defesa e a promotoria têm direito de recusar até três jurados cada. Sete jurados serão escolhidos para compor o Conselho de Sentença.

Agencia Estado,

05 de junho de 2006 | 11h13

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