Confrontos em favelas deixam 19 mortos no Rio

A guerra entre traficantes deixou 19 mortos nesta terça-feira no Rio de Janeiro. Treze pessoas morreram em confrontos entre facções rivais no Morro da Mineira, na zona norte da capital, e outras seis pessoas, supostamente criminosos, morreram no Bangu. O tiroteio em Mineira começou depois que traficantes do Morro da Mangueira e do Morro do Alemão, ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV), invadiram a Mineira, dominada pela rival Amigo dos Amigos (ADA), por volta das 4 horas desta terça-feira, 17. Durante a tarde ainda era ouvido tiros nas imediações do morro. Os sepultamentos, que foram suspensos no Cemitério do Catumbi, onde traficantes se esconderam durante o confronto, foram liberados no início da tarde, mas poucos familiares e amigos se arriscam a acompanhar os cortejos, temendo serem alvos de balas perdidas. No confronto, além dos 13 mortos, cinco pessoas ficaram feridas e dez, foram presos. O tumulto levou pânico aos motoristas que trafegavam pelo Túnel Santa Bárbara, no Catumbi, perto de um dos acessos ao Morro da Mineira. A polícia chegou somente duas horas depois e sete homens foram presos dentro de um caminhão no Cemitério do Catumbi, localizado em um dos acessos ao morro, onde policiais ainda procuravam cerca de 30 homens do Comando Vermelho. "Não foi uma operação planejada, foi uma ação que tivemos que intervir porque facções criminosas rivais entraram em conflito, e tivemos que intervir para manter a ordem", disse por telefone uma tenente da PM que pediu para não ser identificada. Com os detidos foram apreendidos um fuzil, quatro pistolas, morteiros e munição. Velórios e enterros no cemitério foram suspensos e o trânsito na região também foi interrompido. "Sei que são brigas de facções e, como o Morro da Mineira é muito central, imediatamente o batalhão foi acionado, subiu, fez as contenções e agora tenho que ver o que aconteceu", disse no fim da manhã o secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, que participava de visita a um evento voltado ao segmento de defesa. "Mexe com a vida da cidade, porque a configuração geográfica facilita esses núcleos de violência se instalarem. Se fosse uma cidade como Brasília, isso não aconteceria", acrescentou. Na segunda-feira, os ministros da Defesa, Waldir Pires, e da Justiça, Tarso Genro, e comandantes das três Forças Armadas estiveram reunidos com o governador do Rio, Sérgio Cabral, para debater o uso das Forças Armadas no combate à criminalidade no Estado. O governo federal terá um prazo de 15 dias para responder às solicitações do Estado. Enquanto isso, o Rio receberá o reforço de mais 400 homens da Força Nacional de Segurança entre uma semana e dez dias. Atualmente, cerca de 500 homens da Força estão em ação no Estado. "Não foi uma operação planejada, foi uma ação que tivemos que intervir porque facções criminosas rivais entraram em conflito, e tivemos que intervir para manter a ordem", disse por telefone uma tenente da PM que pediu para não ser identificada. A polícia chegou somente duas horas depois e sete homens foram presos dentro de um caminhão no Cemitério do Catumbi, localizado em um dos acessos ao morro, onde policiais ainda procuravam cerca de 30 homens do Comando Vermelho. Com os sete detidos foram apreendidos um fuzil, quatro pistolas, morteiros e munição. Velórios e enterros no cemitério foram suspensos e o trânsito na região também foi interrompido. Bagu Em Bangu, na zona oeste da cidade, outros seis suspeitos morreram após troca de tiros com policiais que faziam uma ronda nas proximidades da favela do Rebu. Os suspeitos estavam dentro de um carro quando se depararam com a viatura da polícia, de acordo com uma porta-voz da PM. Durante a troca de tiros no Morro da Mineira, um morador e uma pessoa que passava pelo local dentro de um ônibus foram feridos por bala perdida e levadas para o hospital. Os seis homens baleados foram encaminhados ao Hospital Estadual Albert Schweitzer, no bairro do Realengo, mas morreram. Briga entre facções "Sei que são brigas de facções e, como o Morro da Mineira é muito central, imediatamente o batalhão foi acionado, subiu, fez as contenções e agora tenho que ver o que aconteceu", disse no fim da manhã o secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, que participava de visita a um evento voltado ao segmento de defesa. "Mexe com a vida da cidade, porque a configuração geográfica facilita esses núcleos de violência se instalarem. Se fosse uma cidade como Brasília, isso não aconteceria", acrescentou. Na segunda-feira, os ministros da Defesa, Waldir Pires, e da Justiça, Tarso Genro, e comandantes das três Forças Armadas estiveram reunidos com o governador do Rio, Sérgio Cabral, para debater o uso das Forças Armadas no combate à criminalidade no Estado. O governo federal terá um prazo de 15 dias para responder às solicitações do Estado. Enquanto isso, o Rio receberá o reforço de mais 400 homens da Força Nacional de Segurança entre uma semana e dez dias. Atualmente, cerca de 500 homens da Força estão em ação no Estado. Para Beltrame, as Forças Armadas não são a solução para o problema da violência no Rio, mas acrescentou: "Qualquer ajuda neste momento vai nos ajudar no curto prazo." O secretário afirmou ainda que para resolver o problema são necessárias medidas estruturais e valorização da polícia do Estado. Com Reuters

Agencia Estado,

17 Abril 2007 | 18h24

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