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Confusão e agressão em greve de servidores

Confusão e agressão marcaram o segundo dia de greve dos servidores municipais de Campinas. De acordo com o sindicato da categoria, três trabalhadores foram agredidos por guardas municipais, que tentavam garantir acesso à prefeitura dos que não quiseram aderir ao movimento.Os três grevistas foram algemados, levados ao 1º Distrito Policial ainda na manhã desta terça-feira, e liberados em seguida. A Guarda Municipal alegou ter cumprido determinação da Justiça que, por meio de liminar, garantiu o acesso ao trabalho dos que não concordaram com a paralisação.O sindicalista Carlos Rogério Peri afirmou que foi agredido pelos policiais. A Guarda negou e informou que apenas conteve os manifestantes que não quiseram respeitar a liminar.A Justiça estipulou multa de R$ 50 mil por dia ao sindicato caso a liminar fosse desrespeitada. Mesmo assim, os manifestantes bloquearam os acessos à prefeitura, impedindo o uso dos elevadores e escadas. A GM interveio e fez um cordão para evitar a ação dos grevistas.Para esta quarta-feira de manhã está prevista uma nova rodada de negociação entre prefeitura e sindicato. A prefeitura vai insistir em sua proposta final, apresentada nesta segunda-feira, de 12% de reajuste este mês e outros 4,26% para janeiro de 2003, mais aumento do auxílio-alimentação de R$ 150 para R$ 200 e manutenção dos R$ 70 mensais até o final do governo para quem ganha menos de R$ 1,6 mil. Os grevistas pedem R$ 250 de auxílio-alimentação e que o aumento de 16,26% seja repassado este mês, em parcela única.A intransigência do sindicato levou setores da prefeitura a indicarem que se trata de uma greve política. O coordenador da entidade, Fábio Custódio, negou. Ele reconheceu que a porcentagem de reajuste, de 16,26%, é alta para os padrões atuais de negociação de reposição salarial. Mas alegou que o trabalhador ?não se interessa por porcentagem, mas pelo valor do salário no final do mês?.A prefeitura argumenta que o piso em Campinas, de R$ 900, incluindo benefícios, é dos maiores do País. Segundo o coordenador, a greve manteve nesta terça-feira a mesma adesão do primeiro dia, esta segunda-feira, de 35% dos trabalhadores.A prefeitura avalia em 16% a adesão e estima que 1,4 mil crianças não foram atendidas nas creches municipais. Na Educação, conforme a prefeitura, a greve teve adesão de 3%, e de 8% na Saúde, sem prejuízo ao atendimento emergencial. Dos 45 centros de saúde, oito não funcionaram nesta terça. Custódio adiantou, nesta terça-feira, que, ?em uma escala de 1 a 10, a possibilidade de a greve ser encerrada hoje está em 7?.

Agencia Estado,

21 de maio de 2002 | 19h10

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