Confusão e tapas na greve da UnB

Confusão, bate-boca, xingamentos e troca de tapas marcaram nesta quarta-feira o dia de greve dos estudantes da Universidade de Brasília (UnB).Grevistas tentaram retirar da sala colegas que assistiam a uma aula. Houve resistência, e a Polícia Militar foi chamada. O tumulto acabou na 2ª Delegacia Policial de Brasília, que registrou em ocorrência que os envolvidos chegaram às "vias de fato".Os estudantes em greve planejavam fazer uma aula pública sobre a greve, como forma de protesto. Foram às salas de aula para mobilizar os colegas."Eles chegaram batendo na porta e dizendo que tínhamos de sair", contou um dos que estavam na classe. "Fomos vítimas de agressão, um dos meus amigos chegou a ter a camisa rasgada", disse. A versão do assessor de imprensa dos grevistas, Albert Steimberger, é de que "elementos de fora" agitaram o movimento. Ele admite que houve troca de "palavras ofensivas" e informou que um dos integrantes de piquete foi agredido com um soco na testa.Confusão formada, a Polícia Militar foi chamada. "Usaram gás de pimenta para acabar com o fuzuê", explicou Steimberger.Ninguém chegou a ficar ferido, mas a turma que acompanhava a aula decidiu ir à delegacia para dar queixa dos piqueteiros, sem, no entanto, identificar os agressores."Abrimos inquérito para investigar os alunos responsáveis pela confusão", explicou a delegada Waleska Romcy.De acordo com ela não houve qualquer queixa relativa à atuação da PM.No final, os estudantes grevistas deixaram a universidade em um ônibus para tentar dar a aula pública na rodovia que liga Brasília ao Rio de Janeiro.Queriam fechar a rodovia, mas foram impedidos. Ocuparam uma das pistas para gritar palavras de ordem. Os estudantes em greve estão acampados na UnB desde o dia 22 de agosto.

Agencia Estado,

26 de setembro de 2001 | 22h47

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