Congonhas deve dividir vôos com o Interior

Para desafogar os Aeroportos de Congonhas e de Cumbica, o Departamento de Aviação Civil (DAC) estuda a expansão do tráfego aéreo da capital para municípios próximos, como Sorocaba, Jundiaí e Bragança Paulista. Com isso, em alguns anos, o paulistano ou o visitante que tiver a cidade como destino ou ponto de partida pode ter de se deslocar um trecho da viagem por terra. O DAC quer ainda reduzir o ruído nos bairros da região de Congonhas restringindo o uso de alguns aparelhos. ?A capacidade dos aeroportos está se esgotando rapidamente?, disse o diretor-adjunto de Planejamento do DAC, coronel Álvaro Bittencourt. Segundo ele, o estudo tem por objetivo evitar que a cidade sofra prejuízos por não ter como absorver todos os aviões que chegam ou saem da capital, número que aumenta a cada ano. Segundo ele, o crescimento médio do tráfego aéreo no Brasil é de cerca de 5% ao ano. No caso de São Paulo, o índice sobre para 9,1%, por causa da concentração de atividades econômicas no Município. ?São Paulo é o coração do Brasil e isso tem um impacto na aviação?, disse Bittencourt. Ele lembrou que o Aeroporto de Congonhas não tem como ser expandido e o de Cumbica caminha para a saturação. A solução encontrada é desviar rotas para cidades próximas. ?São municípios com acesso rodoviário muito bom?, explicou Bittencourt. O impacto de todas as medidas ainda está sendo analisado e não tem data para ser colocado em prática. BarulhoAté o fim do ano, o DAC adotará novas medidas para diminuir o incômodo causado pelos aviões nos bairros próximos de Congonhas. Até dezembro, os jatos 737-200 serão proibidos de utilizar o aeroporto como base. Segundo Bittencourt, o principal motivo é o barulho causado pelo modelo nos pousos e nas decolagens. Atualmente, a maior parte dos aviões usados pelas empresas é de jatos 737-300, mais modernos, que provocam menos barulho. Os 737-200 são utilizados apenas em alguns vôos da Vasp, que já estuda com o DAC a substituição dos equipamentos. Placas anti-ruído?A medida não vai diminuir o número de vôos, mas, sim, proibir que esse modelo seja utilizado?, salientou o diretor do DAC. Outra medida que está sendo estudada pelo órgão é a instalação de placas anti-ruído para diminuir a poluição sonora na vizinhança. As placas seriam instaladas, provavelmente, no lado externo do aeroporto. ?Isso tem de ser muito bem estudado, pois elas não podem comprometer a segurança dos vôos?, disse Bittencourt.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.