Congonhas reabriu sem atestado, diz técnico da Infraero

Em depoimento à CPI, superintendente diz que vistoriou a pista principal antes da reforma ser entregue

31 Julho 2007 | 12h20

Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo na manhã desta terça-feira, 31, o superintendente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) Armando Schneider Filho, afirmou que a pista principal do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, voltou a operar sem um atestado formal da Infraero. Schneider, entretanto, afirmou que desconhece a necessidade de um documento para que a pista voltasse a funcionar sem o documento atestando suas boas condições e que a pista principal atende a todos os requisitos de segurança.    CPI analisa transcrições da caixa-preta  CPI recebe diálogos de controladores e pilotos  Pereira vai à CPI após confirmação de saída  Procon multa a Gol em R$ 672 mil  TAM restringe pousos com reverso pinado  ENQUETE: qual a pior frase da crise aérea?     Schneider contou aos deputados que, antes da entrega da reforma, fez uma inspeção na pista principal com sua equipe e mais dois técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No início de seu depoimento, o superintendente da Infraero lamentou o acidente do vôo 3054 da TAM, que deixou 199 pessoas mortas, e afirmou que o importante é "ter sabedoria para evitar fatos futuros".   O superintendente contou que todos sabem que o Aeroporto de Congonhas tem uma pista difícil. Para ele, o problema do aeroporto não é a pista principal, que já foi corrigida, mas sim a questão do acúmulo de água, problema que, segundo Schneider, também já foi resolvido pela Infraero.   Questionado sobre a falta do grooving na pista, Schneider afirmou que o mecanismo para o escoamento de água é necessário apenas em determinadas condições, como quando a pista está encharcada. Em relação ao contrato para a reforma da pista principal de Congonhas, Schneider afirmou que a Infraero assinou um contrato emergencial.

Mais conteúdo sobre:
CPI do Apagão vôo 3054 Infraero

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.