Congonhas tem 70% dos vôos cancelados nesta quarta

No 3º dia de caos no aeroporto, 41 dos 59 vôos previstos são cancelados; Cumbica opera por instrumentos

Solange Spigliatti e Paulo R. Zulino, do estadao.com.br,

25 Julho 2007 | 10h57

O Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, tem 70% dos vôos cancelados na manhã desta quarta-feira, 25. Por conta do mau tempo, que causou a transferência de vôos para o Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos, 41 dos 59 vôos previstos para o aeroporto foram cancelados. Segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), dois vôos tinham atraso de mais de uma hora.   Este é o terceiro dia de caos em Congonhas, que na terça-feira, 24, teve 81,25% dos vôos cancelados. Na segunda, os pilotos fizeram um boicote e se recusaram a pousar na pista em dias de chuva. Por conta dos problemas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), determinou, na terça, a suspensão total da venda de passagens para vôos partindo de Congonhas e informou que essa proibição temporária poderá ser estendida a outros aeroportos em caso de necessidade.   Na manhã desta quarta, os guichês de check-in continuavam vazios em Congonhas, de acordo com a Infraero. A abertura para decolagens ocorreu no horário normal, às 6 horas, mas as aterrissagens só foram autorizadas às 7h10.   Em Cumbica, as operações também apresentavam problemas devido à chuva, entre 6h09 e 10 horas, pousos e decolagens eram feitos com a ajuda de instrumentos. Segundo a Infraero, do total de 100 vôos previstos para esta manhã, 17 sofreram atrasos de mais de uma hora e apenas três foram cancelados.   Em todo o País, 26,67% do vôos com atrasos de mais de uma hora até às 10h30, segundo a Infraero. Segundo o relatório, dos 630 vôos programados para este período, 168 tiveram atrasos e 121 foram cancelados. Desses, 41 permaneciam sem confirmação de horário.   Galeão   Quatro vôos foram desviados do aeroporto de Guarulhos para o aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão) nesta quarta. A Infraero informou que a medida aconteceu devido ao mau tempo. Passageiros do vôo 1247 da British Airways chegaram a esperar por mais de duas horas dentro da aeronave que ficou estacionada em uma pista do Galeão para retornar para a capital paulista.   A assessoria de imprensa da Infraero e a British Airways informaram que o jato deixou o aeroporto e seguia em direção a São Paulo. As informações apontavam que o mesmo avião teria decolado de Londres com outras duas horas de atraso.   A assessoria de imprensa da British Airways, em São Paulo, disse que não proibiu o desembarque de passageiros. Como o piloto não poderia pousar nem em Cumbica, nem em Campinas, no interior paulista, seguiu direto para o Galeão.   A artista plástica Adriana Andrade, que estava no vôo, disse, pelo celular, que a empresa aérea não permitiu que os passageiros desembarcassem no Galeão. Segundo ela, também não foram dadas justificativas para que as pessoas ficassem retidas no avião.   Conforme a assessoria, ninguém foi proibido de sair, apenas foi adotado o critério de que desceriam somente os passageiros que estavam sem bagagem, com o objetivo de não atrasar ainda mais a decolagem e provocar outros transtornos.   O vôo acabou vindo para São Paulo e, em seguida, voltaria para o Rio para que os outros passageiros pudessem desembarcar.   Os outros vôos alternados para o Galeão foram: vôo 759, proveniente da cidade do Panamá, da Copa Airlines; e dois vôos da TAM que saíram de Londres e de Miami. Até o momento a Infraero não divulgou um balanço oficial dos atrasos e cancelamentos de vôos nos aeroportos do Rio.   Porém, o painel do saguão de embarque do Galeão mostra que até o momento são registrados 19 atrasos e sete cancelamentos, de um total de 60 vôos. No Santos Dumont, 13 vôos já foram cancelados.    Campinas   No Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, o transtorno foi causado por uma placa de gesso que descolou do teto do departamento de desembarque. A equipe de manutenção e engenharia do aeroporto detectou que o teto cedeu porque a tubulação que escoa água da chuva apresentou vazamento. O volume de água aumentou esta semana por causa das chuvas.   A área foi isolada e funcionários trabalham para reparar o dano. Ninguém ficou ferido.   Até as 10 horas desta quarta-feira, Viracopos recebeu dez vôos alternados - nove que deveriam pousar em Congonhas (zona sul de São Paulo) e um que deveria aterrissar em Guarulhos. Dos dez vôos programados do aeroporto de Campinas, quatro foram cancelados e um teve atraso de mais de uma hora. As companhias aéreas ainda não informaram à Infraero o número de passageiros que desembarcou em Campinas entre a madrugada e a manhã desta quarta-feira.   Embora o movimento no saguão do aeroporto seja maior do que o habitual, desde o acidente com o Airbus da TAM, nem as companhias e nem a Infraero registraram nenhuma ocorrência nos últimos dias. Nesta quarta-feira, o movimento é intenso em Viracopos, mas não há filas nos balcões, nem tumulto.   Com Pedro Dantas e Tatiana Favaro, do Estado   Matéria ampliada às 11h24

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