Congonhas terá 'atolamento' e tela de retenção, diz Jobim

Aos deputados da CPI, ministro da Defesa diz que vôos de Congonhas são transferidos a outros aeroportos

28 Agosto 2007 | 11h51

 O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou nesta terça-feira duas novas obras para reforçar a segurança de pousos no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Segundo o ministro, a pista principal de Congonhas terá uma área de escape e deve ser instalado um sistema de atolamento e telas de proteção para evitar novos acidentes. "O entendimento com Kassab (prefeito de São Paulo) é para fazer área de escape em Congonhas e vamos criar no final de cada pista um sistema de concreto que chamam de 'atolamento', se o avião entrar ele acaba atolando."  Veja também:Jobim reconhece que é difícil encontrar gente para Anac Após Denise Abreu, outro diretor da Anac pede demissão Congonhas não opera em dias de chuva, diz Jobim Jobim critica política de baixo custo das empresas aéreas Tudo sobre a crise aérea  Especial sobre a crise aérea  Antes, o ministro da Defesa reafirmou que a pista principal de Congonhas não vai mais operar em dias de chuva, por conta de uma resolução do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), que visa a aumentar a segurança dos vôos no País. No começo de seu depoimento, Jobim afirmou que a segurança é prioridade e que o setor aéreo vai seguir as determinações do Conac. "Faltava comando. Quais seriam as ações necessárias para o setor. Ficamos contentes com o fato que temos comando nesse setor", disse aos deputados.Segundo o ministro, além das alternativas "minimizadoras de risco" para Congonhas, é preciso evitar que as cidades cresçam ao redor dos aeroportos. Devem ser criadas "criar condições para não sejam engolfados pelas cidades".Além disso, o ministro afirmou que alguns vôos de Congonhas estão sendo transferidos para Jundiaí. "Lá o aeroclube está sendo deslocado e vamos estender a pista. Em Viracopos, vamos resolver o problema na torre de controle e vamos colocar o sm3 (sistema de controle de aviação) no Galeão e em Congonhas", disse. Combustível Em relação ao acidente com o vôo 3054 da TAM, que deixou 199 mortos no dia 17 de julho, Jobim afirmou que o incêndio de grandes proporções no prédio da empresa foi causado porque os tanques do avião estavam cheios. "O avião bateu no prédio, destruindo a laje, que acabou caindo sobre o avião, que explodiu. No País há problema de tarifas de querosone. Isso determina que as empresas preencham os tanques em áreas que você pague menos. Pedi para ter uniformização do preço." Segundo o ministro, aviões que voam com tanques cheios representam "risco na aviação". "Precisamos reduzir os custos para manter o nível de tarifa para a população. Temos liberdade tarifária e aí surgiu o problema. Na legislação havia dispositivo que a tarifa mínima, operava a baixo custo e quebra o outro concorrente. Atribuiu-se à Anac a competência para fixar e controlar as tarifas abusivas e as tarifas mínima."

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