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Congresso francês vai fiscalizar indenizações, diz senador

Presidente do Senado afirmou que cumprimento é prioridade da França; família de carioca será a 1ª a receber

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo, com Reuters

18 de junho de 2009 | 12h14

O presidente do Senado da França, Gérard Larcher, afirmou nesta quinta-feira, 18, que o Parlamento vai garantir que a Air France pague as indenizações devidas aos familiares das vítimas do acidente com o voo AF 447 no mês passado, independentemente de suas nacionalidades. Antes de depositar uma coroa de flores nas águas da Baía de Guanabara em homenagem às vítimas, no entanto, ele descartou a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o acidente. "Até o momento atual nosso sentimento é que tudo tem sido conduzido de forma correta pelo BEA (Escritório de Investigações e Análises sobre a Aviação Civil da França)", disse o senador.

 

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Em visita ao Rio, o terceiro nome mais importante do Estado francês afirmou que o cumprimento dos direitos das famílias dos 228 ocupantes do avião que caiu no Atlântico, após decolar do Rio dia 31 de maio, é uma prioridade para a França. "A França faz questão que esses direitos sejam respeitados", disse Larcher em entrevista coletiva, antes de participar de uma homenagem às vítimas do acidente em que lançou no mar uma coroa de flores.

"Qualquer que seja a nacionalidade das famílias - francesas, brasileiras ou das 30 outras nacionalidades -, nós temos certeza que a Air France vai respeitar todos os procedimentos de indenização. E nós, é claro, como Parlamento, vamos zelar para o respeito da convenção internacional", acrescentou, referindo-se à Convenção de Chicago, de 1944, que estabelece os parâmetros para a aviação internacional.

O Airbus A330 da Air France que fazia a rota Rio-Paris tinha 216 passageiros a bordo de 32 nacionalidades, incluindo sete crianças e um bebê. Segundo a Air France, 61 eram franceses, 58 brasileiros e 26 alemães. Dos 12 tripulantes, um era brasileiro e os demais franceses. Larcher afirmou que o parlamento francês não está indiferente ao caso e lembrou que a família do piloto morava em um bairro próximo ao dele na cidade em que foi prefeito. "Não estamos indiferentes, mas esperamos por análises técnicas e dados mais precisos", declarou o político francês.

A Justiça do Rio de Janeiro determinou na quarta-feira o pagamento da primeira indenização aos familiares de uma vítima do acidente, no valor de 30 salários mínimos ao mês por 24 meses, baseado no salário de cerca de R$ 15 mil que a vítima recebia como funcionário de uma empresa francesa.

A Air France no Brasil informou, nesta quinta, que ainda não foi notificada oficialmente da decisão judicial, e acrescentou que algumas famílias já receberam adiantamentos previstos nas leis internacionais pagos por uma seguradora da companhia aérea.

 

Buscas

O senador francês elogiou o trabalho de buscas comandado pela Marinha e a Força Aérea Brasileira, que, com ajuda de embarcações e aviões franceses, resgataram do mar os corpos de 50 vítimas do acidente. "Nosso sentimento é que tudo tem sido conduzido de uma maneira extremamente correta por cada um dos implicados nessa missão. Gostaria de prestar uma homenagem às autoridades e às Forças Armadas brasileiras", afirmou Larcher, que está no país a convite do Senado brasileiro por ocasião do ano da França no Brasil

Sobre a reclamação feita pelo chefe da investigação das causas do acidente na França, Paul-Louis Arslanian, de que um profissional francês não teve acesso à perícia dos corpos realizada no Recife, o senador disse que o problema "será resolvido rapidamente". No Brasil, o fato foi negado, e uma autoridade francesa no país também descartou qualquer problema.

Larcher afirmou ainda que o Senado francês está atento ao andamento dos inquéritos e que pode iniciar um investigação própria sobre o acidente, mas que por enquanto não vê necessidade. "É claro que o Parlamento sempre tem a possibilidade, e até mesmo o dever se achar que a questão deve ser aprofundada, de levar essa questão ao governo francês, mas até agora nós pensamos que tudo tem sido conduzido de uma maneira extremamente correta, e não digo apenas por uma diplomacia", afirmou.

 

Atualizado às 1615 para acréscimo de informações.

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