Conhecida por sequestrar o garoto Pedrinho, Vilma Martins volta a ser presa

Desta vez, empresária é acusada de receptação de material roubado em Goiânia

Rubens Santos, Especial para o Estado

23 Maio 2013 | 12h02

GOIÂNIA - A empresária Vilma Martins, de 57 anos, condenada em 2003 a 15 anos e 9 meses por subtrair duas crianças na maternidade, entra elas o garoto Pedrinho, voltou a ser presa nessa quarta-feira, 22, em Goiânia, desta vez sob acusação de receptação de material roubado. A esteticista Sônia Eliene Silva também foi presa.

Segundo a polícia, ela ofereceu o esterilizador, empregado em consultório odontológico e avaliado em R$ 15 mil, por R$ 1,5 mil a um comprador, que acionou os policiais. O equipamento estava no carro de Vilma.

Na delegacia, Vilma alegou desconhecer a origem do equipamento: "Só estava dando uma carona pra Sônia, que é a minha esteticista", disse ela ao delegado Gilberto Ferro, titular do 20º DP. "Eu nunca fiz nada de errado", ressaltou ao policial.

Vilma Martins foi condenada a 15 anos e 9 meses pela subtração de menores dentro da maternidade. Entre 1979 e 1986 ela subtraiu o menino Pedro Rosalino Braule Pinto numa maternidade de Brasília e a menina Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva de um hospital de Goiânia e os registrou como filhos.

Fiança - Um juiz da Vara Criminal de Goiânia vai definir se Vilma Martins perderá a condicional ou pagará fiança - que varia de 5 a 10 salários mínimos - para responder ao crime de subtração em liberdade. Vilma Martins, que foi beneficiada por regressão de pena no caso da crianças sequestradas, disse ao juiz da Vara de Execuções Criminais que teria bom comportamento social e familiar, e não cometeria crime.

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