Conpresp aprova obras no Higienópolis

Shopping será ampliado em 33 mil m²; casarão ao lado será restaurado

Vitor Hugo Brandalise, O Estadao de S.Paulo

15 de abril de 2009 | 00h00

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp) autorizou a ampliação do Shopping Pátio Higienópolis, na zona oeste da capital, em 33 mil metros quadrados de área total, e o restauro do casarão do barão do café Nhonhô Magalhães, construído em 1937, num terreno próximo do shopping. O plano do Grupo Malzoni, responsável pelo empreendimento, é instalar um "polo cultural" no casarão - possivelmente com teatro, área de exposições e cinema -, que também estará ligado ao shopping. Você concorda com a ampliação do shopping? Opine. A decisão foi publicada ontem no Diário Oficial da Cidade e, segundo a Secretaria Municipal da Cultura, o grupo tem autorização para iniciar as obras no local. O anteprojeto, apresentado em reunião do Conpresp em 30 de março, prevê que o shopping - hoje com entradas pela Avenida Higienópolis e pela Rua Veiga Filho - será ampliado na direção da Rua Doutor Albuquerque Lins, com novas edificações construídas atrás do casarão, que é tombado nas esferas municipal e estadual. Desde fevereiro, já foram demolidas duas edificações nos fundos do casarão, onde está prevista a ampliação do shopping."A área edificada será aumentada em cerca de um terço e haverá uma nova entrada pela Rua Doutor Albuquerque Lins", disse o arquiteto Vasco de Mello, representante do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) no Conpresp e relator do projeto. "O shopping vai valorizar também o casarão tombado. Vai ficar como o edifício espelhado próximo da Casa das Rosas (na Avenida Paulista), por exemplo, cujo reflexo valoriza a construção histórica."Visto como vilão na época da construção, entre 1996 e 1999, por se tratar de um shopping de dez andares em região residencial, hoje o Pátio Higienópolis é apontado como exemplo de integração com o entorno. Pesquisa recente do Grupo Malzoni apontou que 51% dos consumidores são moradores locais, concentrados num raio de até 2 quilômetros. Para moradores ouvidos pelo Estado, o impacto para o bairro já foi provocado no momento da construção. "No início, achamos que atrairia muita gente a um bairro tranquilo, mas agora ele faz parte. Vai lá ver os velhinhos tomando café. A vizinhança se acostumou", diz o aposentado Álvaro Delalamo, de 78 anos, morador da Albuquerque Lins, em frente do local onde deve ficar a nova entrada.O projeto executivo, com detalhamento do anteprojeto, deve passar pelo Conpresp nas próximas reuniões. Procurado pela reportagem, o Grupo Malzoni não adiantou prazos, nem detalhes sobre a construção. COLABOROU RENATO MACHADO

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