Conselheiro da OAB critica política de segurança de Alckmin

O presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e conselheiro da entidade, José Luis Mendes de Oliveira Lima, afirmou hoje que os atentados contra a polícia paulista são resultado da política de segurança adotada pelo governo Geraldo Alckmin. "Toda essa violência mostra o equívoco da condução dessa política, especialmente do Regime Disciplinar Diferenciado (que isola nas penitenciárias bandidos de alta periculosidade)", afirmou.Segundo Oliveira Lima, o endurecimento no tratamento aos detentos, acaba provocando o aumento da violência e a reincidência no crime. "Isso é fato comprovado, não vai ser isolando o bandido no cárcere ou privando-o de seus direitos que a violência vai diminuir", disse. "É um claro equívoco isolar uma pessoa e depois tentar reintegrá-la na sociedade." Para o advogado (que atua na área criminalista), é fundamental suprir os detentos, mesmo os de alta periculosidade, de seus direitos básicos, como visitas, condições de higiene e trabalho nos presídios. "É preciso implantar uma política eficiente de recuperação dos presos para que as penitenciárias não sejam simplesmente depósitos de detentos", defendeu.Mendes de Oliveira Lima destacou, ainda, que o ideal era o governo priorizar os investimentos na área social, principalmente com os jovens da periferia. "Temos de deixar de lado as posturas imediatistas e pensar em resolver o problema na sua base", defendeu.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.