Conselheiros do patrimônio aprovam obra na Roosevelt

Em mais um capítulo da novela que já se arrasta há dez anos, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp) aprovou ontem projeto de reforma da Praça Franklin Roosevelt, no centro da capital. O local está no entorno do Colégio Visconde de Porto Seguro, inaugurado em 1913 e tombado em 1979. A Prefeitura promete lançar o edital nas próximas semanas, mas agora ninguém se arrisca a fixar prazos para a revitalização - uma vez que a esperada reforma já foi adiada pelo menos seis vezes nos últimos quatro anos.Antes orçado em R$ 13 milhões e agora beirando os R$ 40 milhões, o projeto de reforma da Roosevelt já havia sido aprovado no início de maio pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat). Segundo as diretrizes apresentadas pela Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), toda a estrutura acima do nível da praça será demolida, inclusive as rampas de acesso aos níveis superiores. No local onde hoje fica a rampa central, será instalado um "marco zero", com escultura. O projeto prevê ainda a construção de um telecentro - com biblioteca, salas de aula, leitura e de informática, num prédio de dois pavimentos.Entre os equipamentos da praça, está prevista a construção de uma arena para eventos, playground, cachorródromo, bicicletários e equipamentos de ginástica. Entre o telecentro (que terá acesso pela Rua João Guimarães Rosa) e a Rua Martinho Prado, está prevista ainda a construção de três floriculturas e uma banca de revistas. Floreiras e canteiros circulares, em projeto paisagístico entre as Ruas Augusta e Consolação, também estão previstos. O piso será de ladrilho hidráulico e concreto ecológico, exceto nas proximidades da Igreja da Consolação, onde serão instalados paralelepípedos. Haverá também bases da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar."Será a transformação daquele local, que hoje é somente um espaço vazio, novamente em praça", diz o diretor da Emurb, Rubens Chammas.PROCESSO ABERTONa mesma reunião que aprovou o projeto da Roosevelt, os membros do Conpresp decidiram abrir processo de tombamento dos edifícios da Escola Pueri Domus, na Chácara Santo Antônio. Em estilo neocolonial, o conjunto foi projetado pelo arquiteto polonês Georg Przirembel, que também assina o Mosteiro e a Igreja do Carmo, na capital, e o Palácio da Boa Vista, em Campos do Jordão.

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