Conselho aos prefeitos na 3ª Urbis: investir muito

Investir, e muito, é o conselho do americano Michael Cohen, aos prefeitos brasileiros, no primeiro debate da 3.ª Feira e Congresso Internacional de Cidades (Urbis), que se realiza pela primeira vez no Brasil. É nas cidades que os efeitos da economia nacional são mais sentidos, principalmente nos períodos de recessão. Os municípios devem conduzir políticas que criem emprego e renda, explicou Cohen. O tema da mesa, hoje, era justamente o papel das metrópoles nas economias nacionais. A diretora-executiva do Programa dasNações Unidas para Assentamentos Humanos (Hábitat-ONU), Anna Tibaijuka, não compareceu ao debate, pois participou de umevento da ONU, que também se realiza em São Paulo, mas enviou uma mensagem por um representante, em que mostrou o quão importante são algumas cidades,como São Paulo, Cidade do México e Shangai, para a economia de seus respectivos países. Cohen, que chefiou durante 15 anos a Divisão de Desenvolvimento Urbano do Banco Mundial, defende que os municípios tenham políticas neokeynesianas, em vez de práticas neoliberais. Ao contrário do atual modelo econômico vigente, que defende a austeridade fiscal acima de tudo, principalmente em momentos difíceis, o inglês John Maynard Keynes pregava o contrário. Dizia que, em épocas de crise, o poder público tem o dever de estimular a recuperação usando seu orçamento. Foi com essa receita que Franklin Roosevelt reergueu os Estados Unidos depois da crise de 1929. Para o americano, os governos têm de dar maior importância às cidades, principalmente aquelas com maior participação naeconomia nacional, como São Paulo, responsável por 40% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. ?O Brasil precisa ajudar São Paulo. Na era (Ronald) Reagan, o governo americano não dedicou a atenção necessária a Nova York, e o país não avançou tanto quanto poderia. Quando isso foi revertido, todo o país ganhou?, ele assegurou.

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