Conselho livra Bolsonaro de processo

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara rejeitou ontem, por 10 votos a 7, a abertura de processo disciplinar contra Jair Bolsonaro (PP-RJ). O processo foi instaurado há duas semanas, mas o colegiado derrubou parecer preliminar de Sérgio Brito (PSC-BA), que defendia a abertura de investigação.

Eduardo Bresciani / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2011 | 00h00

Pela decisão, os deputados alegaram não poder aceitar a representação do PSOL, que pediu abertura de processo contra Bolsonaro por ele ter discutido com a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) e por ter classificado de "promiscuidade" a possibilidade de um filho seu ter relacionamento com uma mulher negra, em entrevista ao programa CQC.

Embora Brito defendesse investigação para apurar se houve "abuso de prerrogativa parlamentar", os deputados entenderam que não se pode punir um parlamentar com base em suas opiniões. Bolsonaro classificou a acusação como "lixo" e provocou: "Sou parlamentar com p maiúsculo e não com h minúsculo de homossexual".

O deputado Jean Willys (PSOL-RJ) rebateu: "Sou homossexual com h maiúsculo de homem, mais homem que o senhor, que fugiu da acusação de racismo, que é crime, e se refugiou na homofobia". Para o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), Bolsonaro "tem verdadeira obsessão com homoafetivos".

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