Conselho quer evitar arquivamento de mortes em ataques do PCC

O Conselho dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) vai encaminhar ao Ministério Público de São Paulo um pedido para que as investigações sobre as mortes ocorridas no Estado entre os dias 12 e 20 de maio deste ano, durante os ataques criminosos da organização Primeiro Comando da Capital (PCC), não sejam arquivadas sem a devida apuração.A comissão independente, criada depois dos ataques para apurar as mortes, apresentou nesta terça-feira, 17, um relatório de investigação que apontou indícios de execução entre os 493 laudos analisados."Nós, do CDDPH, não vamos ter nenhuma tomada de decisão que corra o risco de ser interpretada como processo de disputa eleitoral. Vamos aguardar o final desse período e agir com firmeza", disse o ministro da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa Humana, Paulo Vannuchi, que preside o CDDPH.Ele referia-se ao fato de que outras medidas poderiam ser tomadas que não apenas enviar o pedido ao Ministério Público paulista. Mas, de acordo com ele, isso não será feito porque elas poderiam ser interpretadas como ações eleitoreiras por causa da proximidade do segundo turno da eleição presidencial.

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