Conselho responsabiliza governo do Pará pelo caso L.

O governo do Pará é acusado, em relatório da comissão especial do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, ligado ao Ministério da Justiça, como maior responsável pelo ocorrido entre setembro e outubro de 2007 com a menina L., que, aos 15 anos, foi torturada e estuprada em cela de delegacia, onde ficou por 24 dias com 20 homens, em Abaetetuba. O relatório cobra punição para autoridades que permitiram sua permanência no local. Durante a investigação, quatro delegados e três investigadores foram afastados, mas retornaram às funções. A juíza Clarice Maria de Andrade foi acusada de negligência, mas o Tribunal de Justiça (TJ) do Pará a absolveu, atribuindo a culpa ao Estado. Para o Conselho, 13 medidas deveriam ter sido tomadas pelo governo para prevenir violações. Uma delas seria a construção de outra delegacia, em substituição à que foi demolida por ordem da governadora Ana Júlia Carepa (PT). O TJ e o Ministério Público alegam "não ter recursos", mas a governadora diz ter repassado "muito dinheiro" para as instituições.

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