Consórcio do metrô atribui acidente a falha geológica

O representante do Consórcio Linha Amarela, responsável pelas obras da linha 4 do Metrô de São Paulo, afirmou nesta sexta-feira que ocorreu uma falha geológica na parede em escavação, rompendo o anel de contenção do poço, que lentamente afundou. ?A obra está em área de várzea de rio, geologicamente instável?, disse Mauro Bastos. O prejuízo para a seguradora da obra pode passar de R$ 1,3 bilhão. O consórcio é liderado pela construtora Odebrecht, por meio da subsidiária CBPO Engenharia Limitada, e reúne as empresas Queiroz Galvão, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Logo após o acidente, ocorrido por volta das 15 horas, Bastos informou que o desmoronamento foi lento, dando tempo aos operários de saírem do local. O poço tinha 38 metros de profundidade e dois túneis. Só um deles, na direção da Rua Ferreira Aragão, teria sido atingido pelo desmoronamento. O outro, que fica na direção da Marginal do Pinheiros, não teria sido afetado, conforme informou o porta-voz. ?O solo da região (do acidente) é ruim, muito frágil, por conta de estar à beira do rio. E a chuva dos últimos dias também prejudicou as obras?, afirmou o secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella.MetroQuatro, outro consórcio liderado pela Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), será o responsável pelas instalações de trilhos e trens e pela operação da linha. Em nota, a CCR esclareceu que ?terá participação apenas na operação e na manutenção do ramal a partir do fim das obras, previsto pelo contrato para novembro de 2008?.

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