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Consórcio muda projeto vencedor do Porto Olímpico, no Rio

No lugar de praças abertas para a rua, será construída área restrita para moradores; na Olimpíada de 2016, o local vai abrigar as vilas de mídia e de árbitros

Felipe Werneck, O Estado de S. Paulo

04 Junho 2013 | 11h36

RIO - O projeto vencedor do concurso Porto Olímpico, promovido em 2011 pela prefeitura do Rio e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), foi modificado pelo consórcio construtor. Originalmente, estavam previstas praças abertas para a rua numa área arborizada de 5 mil metros quadrados, que interligaria o novo conjunto residencial de sete prédios à zona portuária. Agora, será construída uma área de lazer restrita aos moradores, com "espaços diferenciados" projetados como "um grande clube" privativo.

Os 1.333 apartamentos serão entregues em janeiro de 2017. Durante a Olimpíada de 2016, o local vai abrigar as vilas de mídia e de árbitros. "Mantivemos o conceito do projeto, mas tivemos de adaptá-lo à realidade do mercado", disse o diretor de Incorporação do grupo Porto 2016, Eduardo Cruz. O grupo é formado pelas empresas Odebrecht, OAS, Carioca e REX, do empresário Eike Batista.

Para o presidente do IAB, Sérgio Magalhães, a nova proposta empobrece o conceito original de espaço semi público, que ele apontou como uma das grandes virtudes do projeto vencedor e de outros concorrentes. "A ênfase nesse tipo de conformação urbanística e arquitetônica mostra que é uma contribuição importante para melhorar a cidade. Sai um conceito inovador em benefício do convencional. Houve um empobrecimento", disse Magalhães.

Na opinião do arquiteto, condomínios fechados não deveriam ser o modelo para um lugar central do Rio. "Isso é para áreas de expansão que têm medo da cidade." Ele também questionou a preferência a projetos corporativos na revitalização da zona portuária – o chamado Porto Vida é o primeiro residencial.

Mini praia. De acordo com o material de divulgação do conjunto de sete prédios, as praças foram substituídas por "extensas áreas de convivência, lazer e esportes projetadas como um grande clube, preservando a individualidade dos moradores". "Salões de festas, piscina semiolímpica, mini praia, saunas, quadras poliesportivas, áreas contemplativas e de repouso, academia, espaço infantil, gourmet, salão de estudos e jogos são alguns dos espaços diferenciados do novo residencial."

As alturas variadas dos prédios foram mantidas – eles terão de 18 a 35 andares. Marcos Pires, gerente de Incorporação do Porto 2016, afirmou que a questão das praças foi a única mudança significativa. "Precisamos projetar áreas de lazer, é uma demanda do mercado. A diferença é que elas foram interiorizadas." Segundo ele, outra área de uso misto com 4 mil metros quadrados será mantida. Estão previstas 33 lojas no térreo.

"A ideia da integração vai se concretizar com a lojas", disse Pires. Servidores municipais terão prioridade na compra de pelo menos 1.000 dos apartamentos, com financiamento especial. Os apartamentos terão entre 66,8m² (dois quartos) e 89m² (três), todos com varanda, suíte e garagem. Vão custar a partir de R$ 420 mil, segundo a Porto 2016. "É o preço de mercado, com a diferença que o empreendimento surge com infraestrutura nova e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na porta", disse Cruz.

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