Constrangimento

Há dias venho sofrendo constrangimento ao utilizar uma linha da EMTU para ir ao trabalho. A empresa adotou micro-ônibus no horário em que os ônibus ficam cheios e, por ser obesa, não passo na catraca, o que me dá o direito de ficar na frente. Mas, como o micro-ônibus não tem banco na frente, pago e peço com toda a educação para que o motorista abra a porta de trás. Aí começa o problema: ele inicia um questionário, com perguntas como "você já tentou passar e ficou presa?" e diz que não pode abrir a porta porque eu passo na catraca sim. Como a situação estava ficando cada vez mais desagradável, falei com o fiscal. Ele me disse que deveria apenas pagar e pedir que abrisse a porta de trás. Tentei, mas novamente não funcionou, e passei mais vergonha porque o motorista começou a reclamar. Além disso, o veículo é muito apertado, eu tenho de fazer a viagem em pé, pois não consigo sentar no banco por causa do apoio de braço que me machuca. Entrei em contato com a Ouvidoria da EMTU, mas de nada adiantou.KARINE ALEIXO DIASSão Bernardo do CampoA Assessoria de Imprensa da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU-SP) informa que a catraca do veículo citado está no padrão determinado pela legislação. Os motoristas da linha 359 São Bernardo do Campo (Paço Municipal) - São Paulo (Saúde) estão orientados, em caso de pessoas portadoras de necessidades especiais, a receber a passagem e permitir o embarque pela porta traseira. Acrescentamos que o condutor citado na reclamação da leitora foi advertido, conforme esclarecimentos da empresa Viação Triângulo.Golpe do IPTUMeu imóvel é isento do pagamento de IPTU e mesmo assim recebi a notificação para o pagamento. Achei que, por alguma mudança na lei, tinha perdido minha isenção e já me preparava para mais um desfalque no orçamento. Mas, como achei muito alto o valor cobrado, fui à subprefeitura contestá-lo. Fui informado, então, de que o imóvel continuava isento e que a Prefeitura emitiria outra notificação de isenção. Até a chegada da isenção, terei que pagar o imposto, que, na realidade, não deveria ser pago. Quantos paulistanos vão pagar indevidamente esse imposto por desconhecimento dos seus direitos, por falta de instrução ou falta de condições de recorrer à Prefeitura? É um verdadeiro achaque a Prefeitura emitir um imposto que ela sabe muito bem serindevido. Um governo que age dessa forma justifica todos aqueles que sonegam impostos, porque o importante é sempre levar vantagem em tudo, certo?PAULO EDUARDO DA SILVASão PauloA Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Finanças informa que, em levantamento feito pela secretaria, constatou que o imóvel do sr. Silva está isento da cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), no exercício de 2009. Já foram tomadas as devidas providências para a correção das informações na base de dados da secretaria. O sr. Silva receberá nova Notificação de Lançamento (NL) confirmando a isenção. Pede desculpas pelos transtornos causados e salienta que jamais houve a intenção de prejudicá-lo ou a quem quer que seja com o objetivo de arrecadar mais por parte da Prefeitura. Liberação de pagamentoDesde 2006 tento conseguir a liberação do pagamento de meu pecúlio, já que o INSS considerou justo o meu pedido. Desde então eu já compareci mais de 17 vezes ao posto do instituto na Rua Santa Cruz, na Vila Mariana, mesmo morando em Pinheiros. O problema é que sempre recebo explicações muito vagas. Sinceramente, será que eu vou receber esse pecúlio em vida ou ele ficará como herança? Eu já estou para completar 85 anos.RUY PINTO DA SILVASão PauloO INSS não respondeu à Coluna.Informe-se: Hoje se celebra o Dia Internacional do Consumidor. Ele se consolidou no dia 15 de março de 1962, quando o então presidente dos EUA, John Kennedy, declarou os quatro direitos fundamentais do consumidor em discurso no Congresso americano. No País, ele ganhou força há 18 anos, com o Código de Defesa do Consumidor. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou o ranking de reclamações recebidas em 2008. Os planos de saúde lideram a lista pelo 9.º ano consecutivo (21,8%), seguidos pelo setor de telecomunicações (20,5%). O setor financeiro veio em terceiro lugar (17,5%). Reajustes abusivos e negação de cobertura para exames, cirurgias e materiais (como próteses) repetem o assunto das queixas dos anos anteriores. Mais informações em www.idec.org.brAs cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2940 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

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