Construção de ambulatório em Arthur Alvim está atrasada

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, visitou no dia 19 de fevereiro o Hospital Alexandre Zaio, conhecido como Hospital da Vila Nhocuné, em Arthur Alvim, zona leste da cidade, e concluiu: "O que encontrei aqui é um absurdo. Há muitas irregularidades." O prefeito se referia à falta crônica de médicos e muitas outras falhas que resultaram no fechamento da unidade por duas horas, dias antes. Kassab exonerou toda a diretoria e prometeu, para o fim deste mês, a construção de uma Assistência Médica Ambulatorial (AMA) acoplada ao hospital.Na quarta-feira, o Jornal da Tarde visitou a unidade e descobriu que as obras da AMA que desafogará o atendimento no pronto-socorro estão atrasadas. Começaram há apenas nove dias e o novo prazo de inauguração é 16 de abril.Pior: o único aparelho de raio X do hospital está quebrado desde domingo, 25. Avisos com os dizeres ´Raio X Quebrado´ foram anexados às janelas do atendimento para prevenir os pacientes. Nos últimos três dias, os usuários foram encaminhados para a unidade do Tatuapé, também na zona leste. Não há previsão para o conserto do aparelho, já que a Prefeitura depende de uma empresa terceirizada para providenciar a peça quebrada.No fim da tarde de quarta, o chefe de gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, Moisés Queirós Moreira, afirmou que o atraso na construção da AMA ocorreu "por problemas de adequações nas instalações do hospital".Sobre a falta de médicos, que provocou o fechamento do hospital por duas horas em fevereiro, quando a única clínica geral não apareceu para trabalhar, o chefe de gabinete garantiu que isso não ocorre mais. "Agora não faltam mais clínicos nem pediatras", disse Moreira.Um aparelho de raio X portátil está sendo usado no hospital, mas serve apenas para alguns casos. E, a partir desta quinta, os pacientes que precisarem do equipamento serão removidos pela ambulância do Alexandre Zaio até o local onde possam fazer a chapa, garantiu o chefe de gabinete.Na visita feita em fevereiro, o prefeito exigiu que a Secretaria da Saúde fizesse revisão total do quadro de funcionários, das práticas médicas, rotinas de atendimento e da própria gestão do hospital. Havia defasagem de 60% no quadro de clínicos gerais e 70% no de ortopedistas. Às segundas-feiras, simplesmente não havia pediatra.A AMA, que agora tem novo prazo para ser entregue, contará com três clínicos gerais e dois pediatras 24 horas. E um novo aparelho de raio X será comprado. As AMAs têm o objetivo de diminuir a espera. Já as vagas dos prontos-socorros e hospitais ficam reservadas para os casos mais graves. Nas AMAs são atendidos pacientes que precisam de exames, cirurgias simples e consultas com especialistas.

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