Construção de corredor de ônibus causa polêmica na Vila Clementino

Moradores temem que o trânsito fique mais caótico na região da zona sul; inauguração está prevista para novembro

Luísa Alcalde, O Estadao de S.Paulo

27 Setembro 2007 | 00h00

O corredor de ônibus que está sendo construído nas Ruas Pedro de Toledo e Borges Lagoa, na Vila Clementino, na zona sul da capital, têm dividido opiniões de quem vive e trabalha no bairro. Os moradores temem que o trânsito fique ainda mais caótico na região. Em novembro, quando for inaugurado, serão reorganizadas 36 linhas de ônibus que trafegam pelo local. Diariamente, são transportados cerca de 75 mil passageiros por dia por aquelas 36 linhas. De acordo com a SPTrans, empresa da Prefeitura que administra o transporte coletivo na cidade, o Capelinha-Ibirapuera-Santa Cruz - como foi batizado o corredor - deve funcionar com faixa exclusiva para ônibus somente nos horários de pico, como ocorre nas Ruas Guaicurus e Clélia, na Lapa, na zona oeste. Mas a segregação dos ônibus na lateral direita das vias ainda está em estudo e deve ser objeto de projeto conjunto entre a São Paulo Transportes (SPTrans) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Iniciadas em abril, as obras para a adequação do novo corredor devem ficar prontas daqui a dois meses. O asfalto por onde os ônibus vão trafegar está recebendo nova pavimentação de concreto com grooving (estrias antiderrapantes que evitam empoçamento de água). PISO ELEVADO Quinze pontos de ônibus terão o piso elevado de 20 centímetros para 28 centímetros em paradas que vão da Rua Domingos de Morais até a Avenida Ibirapuera para facilitar o acesso da população aos coletivos. O projeto prevê ainda a remoção de postes e lixeiras nas áreas de circulação e de construção de guias rebaixadas nas áreas de travessia e de rampas para eliminar degraus no passeio, além de colocação de nova sinalização. Também fazem parte das obras a remoção de valetas e o recapeamento de ruas. Segundo o subprefeito da Vila Mariana, Fábio Lepique, também estão sendo reformados e executados aproximadamente 18 mil metros quadrados de novas calçadas, além de rampas de acessibilidade para pessoas com deficiência com pisos táteis, que têm relevos. INVESTIMENTOS Os investimentos superam R$ 10 milhões. As obras fazem parte do projeto Bairro Universitário, que tem parceria da Prefeitura com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). ''''A idéia é reurbanizar essa área para dar melhores condições de acesso a serviços de saúde e remodelar o transporte e a circulação de veículos e pedestres'''', explica Lepique. Estuda-se ainda o monitoramento do bairro por meio de câmeras de segurança e combate intenso ao comércio ambulante ilegal pelas ruas da região.

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