Construção de novo teatro vai custar R$ 75 mi

Sociedade que administra espaço pretende levantar recursos com campanha e patrocínios

Renato Machado, O Estadao de S.Paulo

20 de dezembro de 2008 | 00h00

Quatro meses após o incêndio que praticamente destruiu o Teatro Cultura Artística, a sociedade responsável pela casa apresentou ontem oficialmente o projeto de reconstrução. Como o Estado havia antecipado no mês passado, o novo teatro manterá os traços originais do projeto arquitetônico de Rino Levi, mas será maior - um terreno onde há atualmente um estacionamento será anexado - e mais moderno. O custo total será de R$ 75 milhões, recursos que a Sociedade de Cultura Artística pretende levantar com uma campanha, patrocínios e a ajuda do poder público. A entidade afirma que irá usar a quantia recebida pelo seguro do teatro antigo, mas não divulga qual seu real valor. "A tragédia virou uma oportunidade de ter o melhor teatro do País", diz o vice-presidente da Sociedade de Cultura Artística, Claudio Sonder. A previsão é que a obra leve dois anos, mas ainda não há previsão para o início. A entidade espera que o teatro esteja pronto em 2012, ano do centenário da Sociedade.Ao contrário do teatro antigo, o novo Cultura Artística terá uma única sala de espetáculos, com capacidade para 1.406 espectadores. Esse ambiente será elevado, de maneira que, onde anteriormente era uma sala, haverá um grande foyer, com bares, chapelarias e lojas. A subida para os assentos será por meio de elevadores e escadas rolantes. A fachada será duplicada e o mosaico de Di Cavalcanti - que não foi afetado pelo incêndio - está sendo restaurado e terá uma moldura.Os camarins também serão ampliados. O palco será maior e modernamente equipado para receber uma variedade maior de espetáculos, como balé e óperas. Um dos traços que foi preservado foi a pouca distância entre artistas e platéia. "Os artistas pediram para manter isso. O (Antônio) Fagundes disse que éramos o melhor teatro, porque ele conseguia ver os olhos da última pessoa da platéia", diz o superintendente da entidade, Gérald Perret.A entidade também anunciou uma parceria para administrar a Sala São Luís. A entidade vai usar a casa para espetáculos menores, como recitais de piano e peças de teatro.

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