Consumo de eletricidade caiu 4,5% com horário de verão

O horário de verão, que termina à meia-noite de amanhã, permitiu uma queda de 4,5% no consumo de energia no horário de maior gasto, entre 18 e 21 horas. Com o fim do horário de verão, os relógios devem ser atrasados em uma hora. A medida vigorou nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal. Nos demais Estados, não haverá mudança no relógio. Segundo dados preliminares do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), divulgados pelo Ministério de Minas e Energia, a economia no horário de ponta foi de 2.014 MWh/h, energia suficiente para atender, neste horário, as cidades de Belo Horizonte, Contagem e Betim, em Minas Gerais, e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O Ministério argumenta, em nota, que, se o horário de verão não tivesse sido adotado, teria sido necessário acrescentar ao sistema elétrico brasileiro, no horário de maior consumo, uma usina com potência equivalente à energia produzida pelas usinas de Angra I e II. A adoção do horário de verão tem o objetivo, segundo o Ministério, de ?melhorar a segurança do sistema elétrico, reduzindo riscos de sobrecarga no período de maior consumo?, evitando assim eventuais apagões. A medida também possibilita economia de energia, com a menor geração de usinas térmicas, que têm custo mais elevado. O horário de verão foi adotado pela primeira vez em 1931, e de forma ininterrupta desde 1985. Sua 30ª edição começou no dia 19 de outubro do ano passado e terá duração de 119 dias. Na região Sul, a queda de consumo de energia no horário de pico foi de 5%, equivalente a 501 MW, e no Sudeste e Centro-Oeste, de 4,5%, cerca de 1.513 MW. Segundo o Ministério, foi possível obter um ganho de 0,4% no nível dos reservatórios que abastecem as usinas hidrelétricas, em relação à capacidade máxima de armazenamento nas regiões Sudeste eCentro-Oeste, e de 1% na região Sul.

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