Contaminação na Baía de Guanabara pode ser maior

Laudo parcial da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) divulgado nesta segunda-feira, revela que a quantidade de chumbo e de fenol que vazou para a Baía de Guanabara após o incêndio no Curtume Carioca é até 20 vezes maior do que a permitida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Em um dos dois canais também afetados pelo despejo, a concentração de fenol, substância que causa irritação nas mucosas, é 130 vezes superior ao recomendado.O material tóxico, armazenado indevidamente em um galpão alugado do curtume, se misturou à água usada no combate ao incêndio ocorrido na sexta-feira e contaminou os canais da Grussaí e da Penha, que desaguam na baía. Segundo a chefe da Divisão de Qualidade da Água da Feema Fátima Soares, embora o nível de poluição detectado tenha diminuído, as concentrações de produtos tóxicos ainda são muito altas. O órgão manteve a interdição das praias de Ramos, Galeão e Fundão, na Baía de Guanabara, e de Tubiacanga, na Ilha do Governador.Nesta terça-feira, a Comissão Estadual de Controle Ambiental se reúne para decidir o valor da multa a ser paga pelo Curtume Carioca, que pode chegar a R$ 50 milhões. A fábrica já foi multada em R$ 450 mil pela prefeitura por armazenamento indevido de produtos tóxicos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.