Continua a rebelião de presos no Paraná

A situação está tranquila no presídio de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Vinte e seis pessoas foram feitas reféns em uma rebelião que começou ontem à noite, por volta das 18 horas, depois de uma tentativa frustrada de fuga na Penitenciária Central do Estado. As negociações foram interrompidas esta madrugada. A expectativa é de que o diálogo seja retomado ainda esta manhã. Uma das exigências dos presos é a transferência de alguns dos líderes do motim para outras penitenciárias em outros Estados. Entre eles estaria José Márcio Felício, um os integrantes do Primeiro Comando da Capital, o PCC, em São Paulo. Mesmo com o frio e a chuva da madrugada os presos passaram a noite no telhado de um dos pavilhões, onde queimaram colchões. A Polícia Militar reforçou a segurança e cercou a área.Os presos rebelados estão aguardando as autoridades do Departamento Penitenciário do Estado e da Secretaria de Segurança Pública para reiniciar as negociações. Segundo os presos, são 28 agentes penitenciários mantidos reféns. Quinze dos rebelados querem transferência para seus locais de origem e quatro deles pertencem ao Primeiro Comando da Capital (PCC) - Misael, José Márcio Felício, vulgo Geléia, César e Mamá.O secretário de Segurança Pública, José Tavares, disse que aguarda a listagem com os nomes e locais de transferência para negociar com as autoridades de outros Estados, sobretudo São Paulo e Mato Grosso.

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