Contra calor, Linha 2-Verde ganha borrifadores de água

Em fase de teste, equipamentos foram instalados na Estação Clínicas; empresa não informa custo da operação

Vitor Sorano, O Estadao de S.Paulo

30 de dezembro de 2008 | 00h00

A Companhia do Metropolitano de São Paulo está testando ventiladores que borrifam água para combater o forte calor na Linha 2-Verde (Alto do Ipiranga-Vila Madalena). Embora o trecho tenha entrado em funcionamento há 17 anos, o Metrô afirma que o sistema de ventilação principal da linha está "em fase de implantação". Onze resfriadores evaporativos, como são chamados, já estão instalados na Estação Clínicas, na zona oeste da capital.A companhia se nega a informar o custo gerado pelo equipamento ou quanto gastará se resolver adotá-lo em todas as estações do Linha 2. O trecho tem 12 estações entre as zonas sul e oeste, passando pela região da Avenida Paulista. Por enquanto, a empresa informa apenas que está pesquisando o uso do equipamento. Segundo o site da distribuidora do modelo implantado, cada aparelho um consome de 4 a 8 litros de água por hora. Nos vasos sanitários modernos (fabricados a partir de 2002), o acionamento da descarga usa 6 litros, segundo informações da Sabesp.Os resfriadores ficam no mezanino, próximo às catracas e à bilheteria. O sistema não existe na plataforma, que é subterrânea. Até novembro, 32 mil passageiros por dia útil entraram no metrô pela Estação Clínicas - quarto maior movimento de toda a linha.O Metrô se negou também a informar se o sistema será testado em outras linhas. "A Estação Clínicas foi escolhida em função das condições de umidade, temperatura e da grande afluência de usuários", informou a empresa. A companhia foi questionada sobre quando os testes começaram e qual é o motivo, mas não respondeu.O número de passageiros que passam mal no Metrô mais que dobrou em 20 anos - de 1987 a 2007, saltou de 6.389 para 13.230. No mesmo período, o crescimento da demanda foi de 56%. A companhia contesta a comparação, dizendo que as realidades são diferentes.

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