Marcos Vieira/Divulgação
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Contra crise hídrica, Minas pede ajuda à União

Governador Fernando Pimentel conversou com a presidente sobre a situação no Estado e se reunirá com ela na semana que vem

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

23 Janeiro 2015 | 17h36

BELO HORIZONTE - O governo de Minas Gerais quer ajuda da União para tentar reduzir a extensão da crise hídrica no Estado. O chefe do Executivo mineiro, Fernando Pimentel (PT), contou que conversou nesta sexta-feira, 23, com a presidente Dilma Rousseff e com o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e vai se reunir com a presidente na próxima semana para apresentar os projetos que necessitarão de recursos para serem executados. O governo trabalha com a possibilidade de adotar racionamento em quatro meses.

Segundo o governador, para combater o problema serão necessárias medidas de "curto, médio e longo prazo visando equacionar de forma definitiva a questão do abastecimento de água" e o governo estadual vai criar uma força-tarefa para coordenar as ações. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) já havia adiantado que em no máximo quatro meses será necessário adotar um racionamento de água no Estado e a empresa estima que em 30 dias já estarão prontas as medidas legais para cobrança de sobretaxa quem não reduzir o consumo em 30%.

Entre os projetos para os quais o petista vai pedir ajuda ao governo federal está, por exemplo, a mudança dos pontos de captação de água do sistema do Paraopeba, o principal de abastecimento da Região Metropolitana da capital. Pimentel contou ainda que, dos 857 municípios mineiros, 224 não têm contrato de concessão com a Copasa, sendo que 50 deles já passam por racionamento e 13 adotaram rodízio no abastecimento.

Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), Minas tem hoje 109 municípios em situação de emergência por causa da seca. "De fato nós estamos numa situação crítica do ponto de vista do abastecimento de água, não só na região metropolitana de Belo Horizonte, mas em várias outras regiões do Estado", disse o governador.

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