Contran exige numeração do motor para liberar documentos

Os motoristas que diariamente vão ao prédio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), no Ibirapuera, para tirar a segunda via dos documentos dos veículos ou para transferir a propriedade dos carros são avisados de que têm de providenciar e anexar à documentação um decalque com a numeração de série do motor para que os serviços possam ser feitos.Pouco divulgada, a obrigatoriedade existe desde setembro e foi estabelecida por meio da Resolução 199, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A medida foi criada para evitar a comercialização irregular de peças, pois a numeração do motor de cada veículo consta nos cadastros dos Detrans.O decalque pode ser feito pela própria pessoa, segundo o Detran, ou por qualquer mecânico. Nos estacionamentos próximos ao Departamento, que passaram a oferecer a facilidade, o serviço custa de R$ 20 a R$ 30, além de uma hora de espera, em média, de acordo com reportagem do Jornal da Tarde. Motoristas que fizeram o decalque em concessionárias chegaram a desembolsar de R$ 300 a R$ 1.400 pelo trabalho. Quem quiser fazer por conta própria deve ter cuidado: com o motor quente, há risco de queimaduras.Há certos tipos de veículos em que até mecânicos têm dificuldades para localizar os números, que são diferentes dos do chassi. Nestes casos, os motoristas podem ter os documentos liberados por meio de fotografia da identificação. Veículos com numeração removida ou em desacordo com os registros oficiais podem ser encaminhados à polícia. Se o motor for trocado, deve-se apresentar a nota fiscal.

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