Contrato com banco dá munição a oposicionistas

A revelação do Estado de que o Banco Santander contratou os serviços da Projeto, consultoria de Antonio Palocci, aumentou a pressão da oposição sobre o ministro-chefe da Casa Civil.

Rosa Costa, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2011 | 00h00

O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), afirmou ontem que a resistência do ministro em comparecer ao Congresso para se explicar só aumentam as dúvidas quanto aos procedimentos que resultaram na multiplicação de seu patrimônio. "É esse tipo de suspeita que determina a absoluta, a imperiosa necessidade de Palocci vir se explicar para sabermos se estamos diante de coisas licitas ou ilícitas", alega.

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) entende que a comprovação de mais um cliente, como revelou ontem o Estado, torna "insustentável" a situação do ministro, cuja permanência no governo, na sua opinião, além de "enfraquecer" a presidente Dilma Rousseff, deu um tom de final de mandato à sua gestão. "O governo está paralisado, se fosse no final ainda se entenderia. Mas Lula assumiu de fato a administração e a situação de Dilma só se complica, ficando refém da chantagem de seus aliados", afirma.

O senador vê Palocci como um político "que tem atração por coisas enroladas". "É uma atração que vem lá de trás", aponta, lembrando sua ligação com o grupo de Ribeirão Preto. E como Agripino, reitera que Palocci não pode continuar sem dar explicações concretas ao Congresso sobre o seu enriquecimento.

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