FLAVIO TAVARES/JORNAL HOJE EM DIA
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Contrato de time mineiro com Bruno permite rescisão em caso de prisão

Boa Esporte estuda qual medida tomar após decisão do Supremo de mandar o goleiro de volta à cadeia

Rene Moreira, Especial para O Estado

25 Abril 2017 | 18h35

Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determina que o goleiro Bruno Fernandes volte à prisão, o clube mineiro de futebol Boa Esporte, que contratou o atleta, estuda o que será feito agora com o impedimento judicial. Uma cláusula dá à agremiação o direito de rescindir o contrato um caso de volta para a prisão. No entanto, não há definição sobre se esta medida será tomada. 

A contratação do goleiro, condenado pela morte e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, ocorreu depois que uma liminar do STF permitiu que Bruno fosse solto, em 24 de fevereiro. O atleta, que jogava pelo Flamengo, estreou pelo clube mineiro em 8 de abril, quando cometeu um pênalti no empate em 1 a 1 contra o Uberaba. 

Depois atuou em mais quatro partidas, tendo tomado no total quatro gols. Nesta terça-feira, por 3 a 1, a Primeira Turma do Supremo decidiu mandar Bruno de volta para a prisão. Após a decisão do STF, o Boa cancelou o treino da tarde desta terça-feira e diretores se negaram a falar sobre a decisão.

A decisão judicial. Por maioria, o Supremo decidiu não referendar a liminar que havia sido concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello no dia 21 de fevereiro deste ano. Ao analisar o caso, Marco Aurélio considerou o fato de o jogador possuir bons antecedentes, além de destacar que o recurso apresentado pela defesa ainda não havia sido apreciado pela Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luiz Fux votaram a favor de mandar de volta para a prisão o goleiro, conforme havia sido pedido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ministro Luís Roberto Barroso não compareceu à sessão.

Em 2013, o Tribunal do Júri da Comarca de Contagem (MG) condenou Bruno a 22 anos e três meses de prisão pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho. 

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