Contrato do Guggenheim deve sair em fevereiro

Os contratos para a instalação de uma unidade do Museu Guggenheim no Rio devem ser assinados até o dia 9 de fevereiro, em Nova York, mas as negociações ainda dependem de acertos com o arquiteto francês Jean Nouvel, autor do projeto do prédio a ser construído no Pier Mauá, zona portuária da cidade. A informação foi dada nesta segunda-feira pelo prefeito do Rio, César Maia, em e-mail ao Estado."Todo o projeto foi aprovado", escreveu o prefeito. "Há apenas uma pendência, que é o contrato de Nouvel, e por isso ainda não se assinou o contrato global." A questão com Nouvel exige também que se contorne a legislação brasileira, que não permite que arquitetos estrangeiros trabalhem no Brasil, a não ser quando não houver no País profissionais com sua especialização ou que ele seja vencedor de concurso público.O projeto do Guggenheim não se enquadra em nenhum dos dois casos, mas Nouvel deverá trabalhar em conjunto com profissionais brasileiros que ainda não foram escolhidos, embora seu projeto já esteja pronto e divulgado pela prefeitura. "Ele decidirá entre três escritórios que estava analisando", avisou o prefeito.Segundo Maia, o custo total da obra e do licenciamento, que inclui também franquias dos museus Hermitage e de Veneza, fica em R$ 530 milhões, sendo R$ 400 milhões para a construção do prédio e do entorno e R$ 130 milhões para "as licenças, projeto e gerenciamento, a câmbio de hoje". Ou seja, os cálculos são feitos em moeda americana, um gasto de US$ 160 milhões para o município.O prefeito informou ainda que, com a assinatura do contrato, a construção levará três anos e meio. "Creio que em três anos as obras estão prontas, mais seis meses para detalhes e acabamento."A despesa, no entanto, não se esgota aí porque o próprio prefeito, em novembro, publicou no Diário Oficial do Município um balanço admitindo que as despesas anuais da prefeitura com a filial carioca do Guggenheim sobem a US$ 23,8 milhões (R$ 80 milhões hoje) milhões por ano, nos primeiros cinco anos. No mesmo estudo, o cálculo é de que, nesse período, o Gugga carioca dê um prejuízo anual entre US$ 8 milhões e US$ 12 milhões.

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