Contrato impede greve de varredores, diz Kassab

O prefeito Gilberto Kassab negou uma possível greve dos varredores de rua da cidade. "Não vai existir porque, contratualmente, as empresas não podem fazer greve. Elas sabem disso e estão preparadas. Se houver, vamos romper o contrato", afirmou Kassab. O prefeito ressaltou que não sabe se varredores de rua foram demitidos. Questionado se a cidade tem um número suficiente de garis, ele se esquivou e voltou a citar o valor gasto para todo o serviço de lixo - incluindo varrição, coleta e transporte - no ano passado. "O importante é que foram gastos R$ 903 milhões. Acho que o serviço tem sido bem prestado. E eu posso afirmar que vamos encerrar o ano gastando R$ 903 milhões."

Mônica Cardoso, Cristiane Bomfim e Renato Machado, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2009 | 00h00

Para este ano, o Orçamento para os serviços de lixo diminuiu para R$ 765 milhões. Além disso, 20% dos recursos para varrição, R$ 54 milhões, sofreram contingenciamento.

Sobre a quantidade de lixo espalhado pelas vias da cidade, como debaixo do Minhocão, Kassab respondeu que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) está fiscalizando o descarte ilegal de entulho. Ele disse ainda que as Secretarias das Subprefeituras e de Serviços fiscalizam o trabalho das empresas responsáveis pela varrição e devem entregar-lhe um parecer.

O prefeito confirmou que as subprefeituras estão fazendo um programa de adequação no corte do orçamento, mas negou que isso prejudique os serviços prestados na cidade. "Os R$ 903 milhões são suficientes", repetiu o prefeito, ao ser questionado de como será a reestruturação.

Para ele, há "um volume razoável" de recursos empenhados na limpeza. "Trata-se de uma área importante." O chefe do Executivo afirmou sentir "estranheza" no fato de "algumas pessoas não terem a percepção de que a questão não é o recurso". "A questão é se o modelo de contrato é correto."

Ao ser questionado se achava correto o modelo de contratação das empresas, Kassab disse que achava que "pode ser, mas existe uma ação na Justiça pedindo a anulação destes contratos por parte da Prefeitura". "O que não podemos é aceitar pagar mais recursos por uma área que é importante, mas tem um volume razoável de recursos", disse, de novo. Kassab destacou ainda que a responsabilidade pelas demissões de garis é das empresas contratadas pela Prefeitura para a realização do serviço.

DEFESA CIVIL

Dois dias após o temporal que causou alagamentos e mortes, Kassab entregou ontem três bases de apoio móveis à Defesa Civil. As bases vão auxiliar as vítimas de desastres e ficarão no centro e nas zonas leste e sul.

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