Controlado incêndio no Ministério do Trabalho no Rio

O incêndio que destruiu quatro andares do prédio histórico do Ministério do Trabalho, no centro do Rio, foi controlado por volta das 22 horas desta sexta-feira. Não houve vítimas. Os bombeiros não divulgaram as causas do fogo, mas há suspeitas de que tenha sido provocado por um curto-circuito.Na hora do incêndio, o expediente no edifício, construído nos anos 30 pelo então presidente Getúlio Vargas e por onde circulam e trabalham cerca de 5 mil pessoas, já havia acabado. No entanto, cerca de 10 pessoas, entre seguranças e funcionários, estavam no prédio quando o fogo começou.Oito pessoas conseguiram fugir, mas duas tiveram que ser resgatadas pelos bombeiros - uma delas, uma mulher, identificada como Yolanda, desceu oito andares de rapel, presa a um bombeiro.O fogo começou por volta das 18h30 no 11º andar e rapidamente se expandiu para os andares superiores, atingindo a cobertura, no 14º andar. Nos andares atingidos, funcionavam a Delegacia Regional do Trabalho, gabinetes de juízes do Trabalho e o centro de distribuição de processos. O juiz Roque Lucarelli, da 41ª Vara do TRT, acredita que todo o material tenha sido perdido, mas ressaltou que há cópias dos processos guardadas em computadores no 10º andar, que não foi atingido pelas chamas. Por causa do fogo, que consumia o corredor que liga à outra ala, na Rua da Imprensa, onde começou o incêndio, Yolanda não conseguiu fugir. Presa por um cinto entre as pernas de um bombeiro, ela desceu por uma corda do 12º andar até um terraço, no 2º andar. Em seguida, foi resgatada de helicóptero e levada para um hospital.A outra vítima resgatada, o segurança Laerte de Oliveira, de 49 anos, estava no 14º andar quando o fogo começou. ?Estava numa sala e tive que quebrar o vidro do lado de fora para chegar a um corredor onde fica a escada de emergência externa do prédio?, disse.Segundo ele, a porta da escada estava fechada por dentro. ?Fui salvo porque alguns bombeiros conseguiram romper o lacre?, disse ele, que estava com a mão esquerda ferida por cacos de vidro. Os bombeiros só chegaram ao prédio meia hora depois de o incêndio começar. No início do trabalho, eles tiveram dificuldade para controlar as chamas por causa da falta de pressão nas mangueiras ? a linha d?água lançada pelas quatro escadas-magiros não conseguiu atingir os últimos andares, que ficam a cerca de 30 metros de altura. O problema só foi resolvido meia hora depois.O secretário estadual de Defesa Civil, coronel Paulo Gomes, informou que cinco unidades do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para combater os focos, que contaram com um caminhão-pipa de 30 mil litros de água. Dois helicópteros da Coordenadoria Geral de Operações Aéreas (CGOA) realizaram no trabalho de resgate.A técnica judiciária Tereza Costa, de 36 anos, havia deixado o prédio pouco antes do início do fogo e voltou ao local quando foi informada da extensão do incêndio por um colega. ?Estou muito nervosa. Não dá para acreditar que isso está acontecendo justamente no meu andar. Pelo menos não chegou à minha ala.? Desde o início do plano de racionamento de energia, o expediente no edifício termina às 17h30.

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