Controladores estão insatisfeitos com plano de carreira

Apontados pelo governo, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por empresas aéreas e por especialistas como responsáveis pelo bom funcionamento do tráfego aéreo no país, os controladores de vôo continuam insatisfeitos com a profissão. A posição tem aumentado com a indefinição sobre o futuro da carreira. Há um mês e meio, o Grupo de Trabalho Interministerial criado pelo Ministério da Defesa para discutir saídas para a crise aérea entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma lista com 13 propostas. Entre elas estava a desmilitarização do controle do tráfego aéreo. Até hoje, porém, a categoria não teve retorno do governo. "Se dependesse de nós (controladores civis), faríamos um movimento sim. O problema é que somos minoria no sistema", diz o diretor técnico do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Vôo (SNTPV), Ernandes Pereira da Silva. Na opinião dele, a postura do comando da Aeronáutica diante da crise tem sido "desastrosa", provocando a insatisfação até mesmo da ala militar da categoria. O sindicalista nega que os controladores estejam planejando protestos para o feriado de carnaval. Mas adverte que as deficiências de pessoal e de equipamentos permanecem e "não é preciso fazer nada para que se tenha um novo caos" nos aeroportos. "A Aeronáutica mente para a sociedade ao dizer que uma nova turma de controladores militares e os civis contratados em 2006 vão dar conta do recado. Esses profissionais ainda têm de passar por cursos de formação e, em alguns casos, precisam de pelo menos um ano para estarem aptos ao serviço", afirma Silva. Na terça-feira, durante reunião entre os sindicatos dos controladores de vôo e dos pilotos de avião, o presidente do SNTPV, Jorge Botelho, também garantiu que "nada de anormal" ocorrerá no carnaval. Eventuais atrasos nos vôos, disse o sindicalista, serão causados pelo aumento do fluxo de aeronaves nos aeroportos. "Uma coisa eles (controladores) deixaram claro: não vão trabalhar além de suas capacidades", disse uma fonte do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea).

Agencia Estado,

09 Fevereiro 2007 | 14h55

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