Controle de vôos não precisa ser exclusivo da FAB, diz Pires

O ministro da Defesa, Waldir Pires, informou nesta quinta-feira, 1º, que ainda estão em andamento as discussões em relação ao controle do tráfego aéreo. Ele disse, porém que o controle de pousos e decolagens, serviço que é feito hoje pela Aeronáutica, não precisa ser exclusivo da Força Aérea Brasileira. Nesta quinta-feira, o grupo de trabalho criado para avaliar as condições do tráfego aéreo brasileiro volta a se reunir.O ministro ressaltou que não há dúvidas sobre o controle do espaço aéreo ser de responsabilidade da Aeronáutica, pois se trata de uma questão de soberania nacional. Porém, Pires ressaltou que isso não tem nada a ver com a aviação civil. "Aviação civil não precisa ser exclusiva da aeronáutica. O controle que é da Aeronáutica é o espaço aéreo e isso é pacífico", afirmou.Na última quarta-feira, 28, o novo comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Juniti Saito, defendeu, após a cerimônia de transmissão do cargo, o sistema de controle de tráfego aéreo militar de forma como funciona hoje, mas ressalvou que a Força Aérea "não pleiteia que a atividade seja de sua exclusividade". Saito ressaltou que a Aeronáutica não pode fugir da "responsabilidade de manter a soberania nacional em um patamar condizente com a importância do Brasil". Para o novo comandante da Aeronáutica, qualquer modificação de maior vulto nessa área estratégica "certamente será fruto de uma criteriosa análise técnica, financeira e operacional por parte de todos os órgãos de governo envolvidos".Em rápida declaração à imprensa, o novo comandante da Aeronáutica disse que resgatará o processo e aquisição de novos caças para defesa do território. Ele disse, também, que o Comando da Aeronáutica dará prosseguimento à implantação de novas unidades da Força Aérea na região Amazônica, para ampliar a capacidade de vigilância sobre aquela área, "de riquezas genuinamente brasileiras".

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