Contru desconhecia laudo do IPT sobre teto

Dois diretores do Departamento de Controle e Uso de Imóveis (Contru) disseram, em depoimento ao Ministério Público Estadual (MPE), que não sabiam da necessidade de manutenções periódicas no teto do templo da Renascer. Os integrantes do órgão da Prefeitura, responsável pela segurança das edificações, foram ouvidos anteontem durante seis horas pela promotora Mabel Tucunduva.O diretor-geral do Contru, Vagner Monfardini Pasotti, e o diretor de Fiscalização, Silvio de Sicco, apresentaram cópias de documentos apontando que a Prefeitura apenas recebeu laudos "atestando a segurança após a reforma do telhado". O reforço das estruturas foi feito em 1999, com projeto do engenheiro Carlos Alberto Freire de Andrade Lopes e acompanhamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).Segundo o Ministério Público, os papéis levados pelos técnicos do Contru - são sete volumes - apontam que deixou de ser repassado à Prefeitura um "laudo do IPT que fez recomendações específicas de manutenção do telhado do templo após a reforma aprovada por aquele órgão". O IPT esclareceu, porém, que o laudo que trata da segurança e das recomendações de manutenção é um só e foi encaminhado ao cliente, no caso, a Renascer. O instituto informou que não é necessariamente obrigado a repassar o laudo para a Prefeitura. A conclusão do documento diz, na página 4, que a estrutura atende aos requisitos de segurança, desde que sejam realizadas inspeções periódicas. Na página 5, traz recomendações como limpeza constante das calhas e na parte superior do forro, evitando sobrecarga. A Assessoria de Imprensa da Igreja informou que, "caso tenha sido requisitado, o laudo foi entregue ao Contru". A Secretaria de Habitação não comentou o caso.

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