Convenção do PTB vale a Alckmin só apoio informal

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, participou ontem da convenção estadual do PTB na Assembleia, sem ter certeza ainda se o partido vai integrar sua coligação. A convenção oficializou a candidatura à reeleição do senador Romeu Tuma e apenas o apoio à candidatura do tucano ao governo do Estado.

Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2010 | 00h00

O PTB não fechou uma aliança formal com PSDB no Estado por falta de espaço na chapa tucana para candidatos petebistas ao Senado. As vagas na chapa já estão ocupadas por Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e Orestes Quércia (PMDB).

De acordo com Alckmin, foi feita uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve ser respondida nos próximos dias. Se o TSE permitir que cada partido mantenha suas candidaturas ao Senado mesmo com a coligação estadual, ela será formalizada; caso contrário, permanecerá apenas o apoio informal recebido ontem. "O que já é muito importante, porque o PTB tem presença em todo Estado", disse Alckmin.

Propostas. Na convenção, o tucano defendeu as propostas para seu eventual governo. Na área de segurança propôs mudança na jornada de trabalho e aumento de R$ 1 mil nos salários da polícia paulista. Segundo ele, a ideia é fazer com que os policiais passem a trabalhar oito horas por dia em vez dos turnos de 12 por 36 horas.

Por trás dessa proposta está a intenção de impedir que o policial faça "bicos" no período de folga, no qual ocorre a maioria dos crimes envolvendo morte de policiais. Alckmin diz que quer melhorar a qualidade do atendimento, usando como parâmetro o padrão de serviço do Poupa Tempo.

Na área da saúde, afirmou que pretende avançar no atendimento gratuito aos pacientes e investir no tratamento de dependentes químicos. Segundo Alckmin, quase todas as famílias sofrem com algum usuário de drogas e com a dificuldade de internar um parente. Disse ainda que vai ampliar a rede de ambulatórios para os serviços de saúde específicos.

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