Convencido de que sai, Pereira diz que é 'preciso lidar com o pepino'

Durante entrevista coletiva, Jobim anunciou que o comando da Infraero deve mudar até domingo

26 Julho 2007 | 16h46

No mesmo dia em que o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que deve promover mudanças no comando da Empresa Brasileira de Infra Estrutura Aeroportuária (Infraero), o presidente da estatal, brigadeiro José Carlos Pereira, se disse otimista com o setor e que, eventualmente, está preparado para deixar o cargo.   "O importante não é o pepino, é saber lidar com os pepino, saber cozinhar os pepino, cortá-lo corretamente, ter inteligência para trabalhar com os pepinos e principalmente ter calma para se trabalhar com pepino", explicou o brigadeiro.   Durante entrevista coletiva no início da tarde desta quinta-feira, 26, Jobim anunciou que o comando da Infraero deve mudar até domingo. Ele também disse que tem "carta-branca" do presidente Lula para descontigenciar o orçamento da Defesa. "Logo, eu acho que vamos ter esses recursos o mais rápido possível", afirmou.   "Vou examinar este assunto no final de semana. Meu final de semana termina no domingo. A tendência pode ser essa", disse Jobim. Questionado sobre o perfil do futuro presidente da Infraero, Jobim disse que pode ser civil ou militar. "Não importa. O que importa é que seja um gestor". Desde o início da crise aérea, a empresa é presidida pelo brigadeiro José Carlos Pereira. Jobim não descartou também a possibilidade de fazer uma auditoria na empresa.   O novo ministro fez críticas às opções de obras na infra-estrutura aeroportuária adotadas pelo Infraero. "Fizemos nos últimos tempos várias reformas nos aeroportos, mas todas dentro das perspectiva da comodidade dos usuários", disse Jobim, ao comentar que não se teve uma visão relativa às estruturas de pouso e decolagem. "Mas se teve grandes preocupações com a implantação de shopping centers e de cinemas", criticou, ponderando depois que esse era um "enfrentamento analítico" do problema.   O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) assume a Defesa após a demissão de Waldir Pires, que foi fritado depois de dez meses de crise, deflagrada pelo acidente com um Boeing da Gol, em setembro de 2006, em que 154 pessoas morreram.

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